Violência urbana no Brasil
Enviada em 30/08/2019
O filósofo Thomas Hobbes em sua teoria do “Contrato Social”,concluiu que a sociedade saiu do estado de natureza em busca de segurança,a qual seria garantida por meio de um estado fortificado. No entanto,no contexto hodierno, nota-se a incipiência do Estado,principalmente no que tange à segurança social,tendo em vista a crescente violência urbana na sociedade brasileira. Nesse viés,tanto a manutenção das desigualdades sociais como o crescimento dos crimes organizados catalisam esse cenário de terror no país.
A priori,é importante elencar o cenário de desigualdade persistente no Brasil, o qual possui origem no processo de Urbanização do país,datado a partir do século XX,e que culminou na segregação socioespacial e expansão da favelização. Nesse sentido, a ausência de políticas públicas ,voltadas para os bairros marginalizados, corrobora para o aumento do pensamento do senso comum de que o crime é o único meio de ascensão social, assim as crianças que deveriam está no segundo processo de socialização-educação- ingressam no crime precocemente. Isso é reflexo,portanto, da economia capitalista ,a qual injeta na sociedade um ideal de “status social” garantido por meio do poderio econômico. Desse modo,aqueles que possuem poder aquisitivo se auto-segregam desse cenário,enquanto os demais ficam a mercê do descaso estatal.
Concomitantemente, devido à inoperância do Estado, diante da manutenção do crime organizado,catalisa-se tanto a violência urbana como o estabelecimento da guerra às drogas.De acordo com dados do G1 ,nos primeiros cinco meses de 2019 houve 23.015 assassinatos. De certo modo,esses índices são indicativos do modelo de guerra às drogas adotado no Brasil,pois é por meio do tráfico de drogas que cresce os conflitos armados e crimes organizados, os quais são reflexo da corrupção policial,que mantêm os complexos estruturados dentro das comunidades, por meio da formação de milícias e,consequentemente,desvios de dinheiro.Nessa perspectiva,nota-se como essas transgressões são altamente estruturadas e como isso afeta o equilíbrio social.
Diante do supracitado,cabe ao Estado, por meio da associação com Organizações Não Governamentais, difundir nas comunidades projetos sociais que irão estabelecer educação, assim como reformas urbanas,garantindo direitos que são inerentes a todos indivíduos, com o fito de estabelecer isonomia e assim diminuir a ascensão dos crimes. Ademais,o poder legislativo deverá, por meio de Comissões Parlamentares de Inquéritos,ouvir a população,banir policias corruptos dos postos e propor maneiras de abolir os crimes organizados,principalmente por meio da educação,para melhorar a segurança brasileira. Logo,o Estado irá fazer seu papel assim como assegura o contrato de Hobbes.