Violência urbana no Brasil
Enviada em 05/09/2019
A violência tornou-se endêmica no Brasil. Apesar de estar presente na história do país desde seu descobrimento tem-se aumentado os casos de violência em consequência ,sobretudo, à intensificação das desigualdades sociais. Além disso, os sistemas penitenciários fragilizados - em decorrência de negligências estatais - não cumprem sua função de punição e recuperação do indivíduo ,desempenhando papel controverso . Com isso, é primordial a intervenção do Estado a fim de minimizar essa prática.
Em primeira instância, as questões das desigualdades fazem parte da conjuntura brasileira. De acordo com estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a violência encontra-se concentrada na população jovem de baixa renda, o que corrobora à estigmatização dessa classe social. Nesse sentido, o descaso tanto da sociedade quanto do Estado fomenta a derivação, sobretudo dos jovens ao crime, já que esses ,em sua grande maioria, não dispõem dos direitos assegurados pela Constituição Federal de 1988 no que tange aos direitos sociais, como à educação. Sendo,pois, a parcela jovem a base da sociedade,é imprescindível a formação intelectual e social dessa classe.
Em segunda instância, a precariedade do sistema carcerário ressalta as instabilidades do país. É notório a situação dos presídios brasileiros no que se refere, mormente, à superlotação decorrente da escassez desses perante à demanda prisional. Por conseguinte, a submissão dos detentos a situações desumanas, contrapõe à função primordial dessa instituição - visto que essa não cumpre com a reclusão adequada do infrator - que ter-se-ia por finalidade reconduzir tais indivíduos à sociedade aptos à convivência. Vê-se, pois, sob esse viés, o distanciamento da redução da violência e o crescimento exponencial dessa caso não sejam desenvolvidas ações imediatas na atual conjuntura do país.
Por fim, depreende-se a vulnerabilidade da nação brasileira. Por isso, é de suma importância ao Estado engendrar políticas com vista a reduzir as desigualdades socialmente implantadas e promover investimentos à população jovem, por meio de maior acessibilidade desses à educação, ou seja, a criação de mais escolas e projetos educacionais, visando incentivar a valorização e o interesse dessas instituições de ensino por parte dos alunos. Desse modo, poder-se-á fazer jus à lógica de pensamento de Pitágoras, " educai as crianças para que não seja necessário punir os adultos".