Violência urbana no Brasil
Enviada em 12/09/2019
A Constituição de 1988 possui, entre seus artigos, a imposição de segurança aos cidadãos brasileiros. Entretanto, observa-se que a violência urbana apresenta taxas de homicídios, agressões físicas e verbalizadas cada vez maiores na sociedade civil. Com isso, urge refutar os impasses dessa problemática, como a interação infantil com a ideologia violenta em simetria com a falha assistencial carcerária, com o intuito de assegurar uma sociedade mais pacífica e harmoniosa prevista em lei.
Em primeira instância, destaca-se o entretenimento com videogames como influenciador na formação de um Brasil violento. Segundo Jonh Lock, nascemos como uma folha em branco, sem conhecimento e o adquirimos por meio da experiência. Consoante ao sociólogo inglês, infere-se que, se uma criança permeia um ambiente que permite a prática de jogos agressivos, diariamente, nos quais a solução das situações propostas são resolvidas através de agressões físicas ou até mesmo morte, ela tende a atribuir a violência no cotidiano, por causa da vivência interativa. Logo, a interatividade com games conflituosos estimula a formação de cidadãos que contribuem para o aumento da criminalidade brasileira.
Paralelamente a isso, sobressai a deficiente assistência social aos presídios como motor que fomenta a contínua prevalência de crimes na sociedade. De acordo com Aristóteles, a política deve ser aplicada, de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado pela sociedade. Diante do pensamento filosófico, conclui-se que, a ressocialização dos detentos rompe com essa harmonia, haja vista que embora a lei assegure a humanização nas prisões, parcela significativa dos detentos são maltratados durante seu tempo de cumprimento penal, cenário que resulta não só em revoltas, mas também na reemissão de cidadãos mais agressivos à sociedade. Portanto, o respeito à dignidade humana dentro das cadeias é essencial para uma nação mais segura.
Destarte, entende-se que a violência urbana é fruto da interferência recreativa dos jogos somada ao descaso com os infratores nas prisões. Assim, emerge-se imperativo que os pais ou responsáveis pelas crianças, por meio de monitoramento de games, impeçam a prática de jogos inadequados, a fim de evitar a aquisição de comportamentos criminosos pelos jogadores. Ademais, compete ao Ministério da Justiça, por meio de minicursos, informar aos agentes penitenciários a importância do tratamento digno aos detidos, com o intuito de reduzir a volta de indivíduos rebeldes na sociedade. Desse modo, a brutalidade no espaço urbano será, gradativamente, reduzida.