Violência urbana no Brasil

Enviada em 12/09/2019

Assaltos, estupros, agressões. Diversas são as manifestações da violência urbana no Brasil contemporâneo. No ano de 2010, cerca de 2 mil homens das forças armadas invadiram o Complexo Do Alemão em uma operação que durou 6 dias e matou 39 pessoas. É evidente que no contexto nacional, a insegurança esteja instalada de maneira intrínseca, e a impunidade apresenta extrema relação.

A princípio, é possível perceber que essa circunstância deve-se a questões de desigualdade social, uma vez que localidades periféricas tendem a apresentar alta periculosidade. A falta de oportunidade nas áreas mais carentes é o estopim à reincidência do crime, a ONU (Organização das Nações Unidas) vincula a violência urbana, que cresce no mundo, à falta de emprego e vida digna para jovens.

Outrossim, vale ressaltar que essa situação é corroborada por fatores constitucionais, visto que, segundo o Conselho Nacional de Justiça, por ano, somente 28% dos processos são resolvidos, revelando assim que a questão da impunidade no Brasil é um convite ao crime. Sabe-se que a pobreza não é sinônimo de criminalidade, mas seria impossível desconsiderar que a atual conjuntura brasileira de extrema concentração de renda e desemprego estrutural tem sido responsável pelo aumento da violência.

Torna-se evidente, portanto, que os caminhos para a redução do crime no país apresentam entraves que necessitam ser revertidos. Logo, é necessário que o governo investigue casos de impunidade por meio de fiscalizações no cumprimento de leis. Além disso, é preciso que tenha a criação de projetos desenvolvidos por ONG’s que visam combater a desigualdade social, posto que, em ambientes com classes mais baixas tais questões são mais recorrentes.