Violência urbana no Brasil

Enviada em 14/09/2019

O livro “Capitães de Areia”, de Jorge Amado, retrata a história de jovens infratores de Salvador, que apesar de suas atitudes, foram apenas crianças que não tiveram oportunidade. De maneira similar à realidade no Brasil, observa-se que a violência urbana não difere em nada da obra referenciada, pois as suas raízes envolvem-se na ineficiência das relações familiares e da educação como uma idiossincrasia constante nesta nação. Nessa situação, é imperioso pleitear métodos ágeis no intuito de ampliar as relações do núcleo familial e garantir investimentos econômicos na educação nacional.

Em primeiro lugar, é necessário vislumbrar os impactos do âmbito familiar no País.  À vista disso, no livro “Ética a Nicômaco”, o filósofo Aristóteles demonstra os conselhos que almejava ensinar para a formação social de seu filho. Nessa perspectiva, nota-se a falta das relações familiares como direcionador do comportamento perverso, pois percebe-se que o afastamento de certa parcela da sociedade permite que seja formado indivíduos com percepções destoantes ao desenvolvimento cidadão, a exemplo da violência criada pelos jovens do livro “Capitães de areia” ao buscarem justificar as desventuras familiares nos atos de criminalidade. Nessa situação, é essencial o incentivo à prosperidade das relações familiares como caminho para erradicar a violência na sociedade urbana.

Nessas circunstâncias, deve-se ressaltar a importância do âmbito educacional da problemática. Em face disso, o Professor Theodore Schultz nos estudos da Teoria do Capital Humano, mostra que a inexistência de investimento na educação pode estimular a decadência do ambiente escolar e das habilidades dos alunos. Nessa linha de pensamento, observa-se o papel escolar limitado como influenciador da formação de infratores, pois percebe-se que a ausência de investimentos na educação possibilita que os alunos tenham dificuldades de aprendizagem por conta da infraestrutura precária, o que propicia a evasão do aluno e, consequentemente, incentiva o individuo à criminalidade. Desse modo é imprescindível a aplicação de recursos para reformular o ensino e consolidar a educação como ambiente formador de indivíduos motivados no progresso da sociedade.

Destarte, é impostergável medidas para resolver a situação dos âmbitos familiar e educacional. O governo deve criar campanhas nas redes sociais, de modo a demonstrar a importância da família na formação do indivíduo a partir de entrevistas com influenciadores digitais de educação, com o objetivo de garantir a ensino familiar como visto no livro “Ética a Nicômaco”. Ademais, o Ministério da Educação deve idealizar impostos com valores proporcionais às classes sociais, de forma semelhante às taxas de IPVA dos veículos, com o intuito de destinar recursos para reformular o ensino, a fim de garantir um um recinto propício para o desenvolvimento do indivíduo. Somente assim, será possível construir uma democracia cultural em que todos os indivíduos poderão ser reconhecidos.