Violência urbana no Brasil

Enviada em 12/09/2019

O homem nasce bom por natureza, mas a sociedade o corrompe. A frase do filósofo Rousseau evidencia que o comportamento humano é fruto da realidade social em que está inserido. Nesse sentido, a violência urbana que se acentuou nos últimos anos coloca o Brasil na 9ª posição mundial, seja pelo processo histórico de urbanização, seja pela negligência estatal.

A priori, o crescente êxodo rural causado pela industrialização do país provocou um inchaço urbano e uma consequente segregação socioespacial que, aliada à concentração de renda, promoveu as desigualdades sociais atuais. Em virtude disso, os moradores das favelas são isolados dos centros urbanos, das oportunidades de emprego e lazer, fato que desencadeia um descontentamento existencial que é transformado em violência e na adesão ao crime organizado como meio de ascensão social.

Em segundo lugar, de acordo com o filósofo Francis Bacon, o dinheiro é como adubo, só é bom se for bem distribuído. Nesse contexto, a negligência governamental observada na má destinação de verbas para saúde, educação, transporte e entretenimento às populações mais carentes tem como consequência direta a falta de perspectiva de futuro diante da pobreza vivenciada. Logo, essa parcela da sociedade encontra nas facções uma forma de obter dinheiro para fornecer as condições de vida que suas famílias necessitam.

Em suma, a violência urbana no Brasil é bem marcante e tem forte ligação com questões socioeconômicas. Portanto, cabe ao Governo Federal, juntamente com a esfera Estadual, investir em lazer, em postos de trabalho e infraestrutura, por meio de projetos educacionais e culturais, campanhas de saúde, criação de escolas e cursos profissionalizantes, além de melhorar o sistema de habitação e transportes, a fim de oferecer uma qualidade de vida digna à essas minorias. Dessa forma, pode-se amenizar os prejuízos históricos da urbanização e reduzir, aos poucos, a violência que acomete o país.