Violência urbana no Brasil

Enviada em 14/09/2019

Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), em 2015, uma pessoa é assassinada a cada nove minutos no Brasil, dentre eles estão civis e, também, policiais. Sendo assim, é possível perceber que esse dado reforça a temática que, a criminalidade no país, apesar de extremamente relevante nos debates midiáticos, ainda necessita de atenção no que se refere à falta de infraestrutura do sistema carcerário, assim como políticas efetivas de segurança pública.

Em primeiro lugar, deve-se ressaltar a dificuldade do país em estabelecer uma relação coerente com o sistema carcerário e suas possibilidades de ressocialização. Compreendendo o quarto lugar no ranking dos países com maior população carcerária do mundo, através do Ministério da Justiça, o Brasil não possui processos de ressocialização dos detentos e, com isso, a reincidência no cenário do crime se torna uma opção, sendo um em cada quatro pessoas. Isso ocorre porque, além do Estado não incentivar a população reclusa a novas oportunidades de vida, não há um ambiente propício dentro dos presídios, uma vez que, além de superlotados, são deliberadamente focos de doenças, como tuberculose, HIV e hepatite, por conta do descaso governamental.

Essa despreocupação por parte do governo se estende, também, no âmbito das ruas para com os profissionais da área da segurança pública, por não haver certa compreensão estatal de que a violência mútua proporciona soluções para a problemática. Isso pode ser visto pelo fato de que, no Rio de Janeiro, por exemplo, um policial é morto a cada dois dias em decorrência da violência nas ruas, através do G1. Através desse dado, é possível entender que a polícia também é um coletivo que sofre com a falta de políticas que assegurem a efetivação do trabalho e, sobretudo, da segurança dos indivíduos.

Sendo assim, é notório entender que a problemática da guerra nas ruas é um ciclo vicioso que prejudica a população como um todo, de modo a caracterizar um tema totalmente reflexivo sobre a atuação governamental no país. Desse modo, políticas efetivas na melhoria do sistema carcerário como um todo, desde a implementação da privatização deste meio, para fins trabalhistas, como empresas do setor têxtil, é imprescindível para a construção de uma nova realidade. Além disso, a necessidade de uma atenção exclusiva, por meio de assistentes sociais e psicólogos especializados em ex-detentos, deve ser mais enfatizada para a ressocialização dessa parte da população na sociedade. Por fim, essa problemática social conseguirá ser diminuída e, a ocorrência de mortes de policiais também, além de impulsionar um aumento salarial nos cargos de profissionais que, diariamente, também sofrem com o medo de serem acometidos pela violência.