Violência urbana no Brasil
Enviada em 16/09/2019
O livro “Capitães de areia”, de Jorge Amado, retrata a história de jovens infratores de Salvador, que apesar de suas atitudes, foram apenas crianças que não tiveram reconhecimento familiar. De maneira similar à realidade no Brasil, observa-se que a violência urbana não difere em nada da obra referenciada, pois a sua origem incide na ineficácia das relações familiares e da educação como uma idiossincrasia constante nesta nação. Nessa situação, hão de ser ponderados tais fatores, a fim de que se possa defronta-los de maneira competente. Em primeiro lugar, é necessário vislumbrar os impactos do âmbito familiar na atual conjuntura. À vista disso, o filósofo Aristóteles na sua investigação sobre a ética demonstra que os valores morais não nascem com o indivíduo e, por isso, devem ser ensinados desde a infância, a exemplo de uma criança que precisa ser instruída até reconhecer os valores da sociedade. Nessa perspectiva, percebe-se a falta de transmissão de conhecimentos pelos familiares como direcionador da formação do comportamento desumano no procedente, pois nota-se que a instrução precária do indivíduo possibilita que este crie percepções contrárias ao progresso do corpo social, por exemplo, como visto no livro “Capitães de Areia” em que a violência gerada pelos jovens buscava justificar as desventuras familiares por meio da criminalidade. Nessa situação, é essencial o incentivo à prosperidade das relações familiares como caminho para erradicar a violência na sociedade urbana. Em face disso, o Professor Theodore Schultz nos estudos da Teoria do Capital Humano, mostra que a inexistência de investimento na educação pode estimular a decadência do ambiente escolar e das habilidades dos alunos. Nessa linha de pensamento, observa-se o papel escolar limitado como influenciador da formação de infratores, pois percebe-se que a ausência de investimentos no ensino possibilita que os alunos tenham dificuldades de aprendizagem por conta da infraestrutura precária, o que propicia a evasão do aluno e, consequentemente, incentiva o indivíduo à criminalidade. Desse modo, é imprescindível a aplicação de recursos para reformular o ensino e consolidar a educação como ambiente formador de indivíduos motivados no progresso da sociedade. Destarte, é impostergável medidas para resolver a situação dos âmbitos familiar e educacional. O governo deve criar campanhas nas redes sociais, de modo a demonstrar a importância da família na formação do indivíduo a partir de entrevistas com influenciadores digitais de educação, com o objetivo de garantir a ensino familiar como visto no estudo sobre ética de Aristóteles. Ademais, o Ministério da Educação deve idealizar impostos com valores proporcionais às classes sociais, de forma semelhante às taxas de IPVA dos veículos, com o intuito de destinar recursos para reformular o ensino, a fim de garantir um recinto propício para o desenvolvimento educacional do indivíduo. Somente assim, será possível construir um cenário favorável para o término da violência na atual conjuntura.