Violência urbana no Brasil
Enviada em 22/09/2019
De acordo com a Constituição Federal de 1988, a segurança pública é um direito social fundamental. No entanto, a violência urbana no Brasil opõe-se a essa garantia, visto que o Atlas da Violência demonstrou aumento nos índices de hostilidade. Esse fato, portanto, é resultado da negligência governamental, que gera banalização social do problema.
Em primeira análise, vê-se que a violência urbana está diretamente ligada à segurança pública, ou seja, a qual é dever do Estado garantir. De fato, a população brasileira encontra-se vulnerável à hostilidade, visto que é comum atos violentos nas ruas e nos transportes públicos. Segundo dados do Atlas da Violência, houve mais de 150 mortes por dia nos últimos 10 anos. De tal maneira, a omissão governamental é notória, pois se houvesse maior cobertura da polícia, tal situação mudaria para redução dos índices criminais. Portanto, é irrefutável a atuação da sociedade na mudança da postura do poder público.
Em segunda análise, infere-se que outro fator que colabora com a problemática é a banalização social. É inegável que, a violência urbana é cotidiana, de conhecimento geral, fato que gera receio na população até para sair de suas casas. É certo que, tal hostilidade é considerada como algo comum, ou seja, tornou-se trivial, de modo que a vida humana perde seu valor. Segundo Confúcio: Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros. Analogamente, deve-se ter correção da postura social, para que os erros não se repitam.
Por fim, medidas são necessárias para a resolução do impasse. Cabe ao Estado investir em segurança pública, por intermédio de mais funcionários da Polícia Militar (PM), realizando concurso público com mais frequência, além de aumentar a remuneração dos mesmos, juntamente com atuação desses profissionais com regularidade nas ruas, principalmente em locais de maior risco. Assim, espera-se que a violência urbana diminua seus índices consideravelmente, para que uma sociedade integrada seja alcançada, sem cometer novos erros.