Violência urbana no Brasil
Enviada em 23/09/2019
O filme “Cidade de Deus” retrata a marginalização tão presente nas favelas do Rio de Janeiro. Apesar de ficcional, tal contexto assemelha-se ao atual, pois esse grupo tem dificuldades de acompanhar o crescimento socioeconômico existente em outras camadas mais privilegiadas da sociedade. Diante disso, deve-se analisar como a desigualdade social e a falta de uma educação de base contribuem para o alongamento da problemática.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que a disparidade social é uma das causas impulsionadoras da violência urbana. A esse respeito, com o fenômeno de Êxodo Rural, no fim do século XX, contribuiu para o que chamamos de macrocefalia urbana e uma das consequências é de que a infraestrutura não acompanhou tal inchaço e não pôde proporcionar acesso à educação e saúde de qualidade para todos. Dessa forma, vários grupos hoje vivem à margem da sociedade, enxergando na criminalidade uma forma alternativa de sobrevivência e de usufruir de direitos que lhes são negados.
Ademais, o Estado deve priorizar os direitos constitucionais ao invés dos penais. Como exemplo, podem-se citar os casos da Holanda e Suiça que tem fechado prisões para abrir escolas e que no Brasil fecham-se escolas para abrir prisões. Portanto, isto evidencia como o Estado acredita que a segurança deve ser reforçada, mas não se preocupa com o fato de que a base da educação precisa ser reformulada e a necessidade de ensinar as crianças a conviver em uma sociedade harmônica. Evitando assim a evasão escolar e prevenindo que esses jovens se sintam excluídos da sociedade e acabem na marginalização.
Diante do exposto, percebe-se que soluções penais e a curto prazo não são as mais eficazes e mostra a necessidade de serem tomadas medidas diferentes. Assim, com o objetivo de diminuir os desequilíbrios sociais e, assim, a violência urbana, é necessário que o Governo Federal faça valer a constituição já vigente no Diário Oficial e elabore programas sociais mais amplos que invistam em levar educação, instituições de saúde, postos de trabalho e uma segurança de qualidade às periferias, por meio de maior destinação de verbas para esse fim. Com tal medida, oferecendo oportunidades e proteção as pessoas, espera-se a redução da violência urbana e com isso um Brasil mais digno de se viver.