Violência urbana no Brasil

Enviada em 24/09/2019

Os bandidos no Brasil tem um risco baixo perante a recompensa do produto do seu crime, visto que cerca de 98% dos crimes são solucionados, além de ter um sistema penal brando perante a maioria dos crimes. Juntamente a isso, o fato de o Brasil ser um país muito desigual e que o sistema educacional para os indivíduos de baixa renda, incentiva jovens que, por não terem a formação educacional adequada, veem no crime uma forma de buscar ascensão social.

É importante ressaltar primeiramente, que segundo o especialista em linguagem corporal Paul Ekman, não existe crime que não seja minimamente premeditado, ou seja, toda pessoa analisa inconscientemente se terá um bônus maior que o ônus de seu crime. Nota-se que o Brasil proporciona um ambiente do qual o ônus se o autor do crime for pego é baixo, pois os policiais muitas vezes são alvos de processos pelo “uso excessivo da força”, podendo, com isso, perder o emprego e até ser preso, e quando o criminoso é preso, em muitos casos ele já estará em regime semi-aberto, ou seja, só volta pro presidio a noite pra dormir, e cerca de 80% desses presos voltam a cometer crimes, evidenciado pelo site de notícias G1.

Outro fator importante para a grande violência no Brasil é a má qualidade da alfabetização das crianças, visto que é possível estimar quanos presidiários um estado terá ao avaliar o nível de alfabetização das crianças, como é feito nos Estados Unidos. Nesse sentido, as classes sociais mais baixas, que,  por consequência disso, tem uma educação pior veem muitos jovens se tornarem criminosos, por não terem perspectiva de ascensão social que não seja por meio de atos ilícitos.

Evidencia-se, portanto, que cabe ao Estado promover aulas e palestras para membros do poder judiciário, no sentido de orientar sobre a conduta policial em campo, para demonstrar que não se pode mensurar o excesso de força e com isso possa dar mais segurança para o policial atuar. Também é importante que o MEC promova um programa de alfabetização de crianças de 2 a 3 anos e juntamente com as Prefeituras, construa mais escolas para isso, a fim de aumentar os índices de alfabetização mais cedo e com isso reduzir, a longo prazo, os casos de violência no país