Violência urbana no Brasil

Enviada em 24/09/2019

Apenas teoria

Um dos maiores legados, teorizado pela Liga das Nações, em 1919, foi a consolidação de um espaço global apto a firmar a paz, com o fito de fortalecer relações sociais. No entanto, a existência da violência urbana, no moderno cenário brasileiro, auxilia na interpretação de que as ideias do século passado encontram-se fragilizadas no atual contexto verde-amarelo. Com efeito, a problemática minimiza princípios fundamentais em uma democracia, a saber, a identidade de sociedades.

Em primeiro plano, a persistência exacerbada da violência urbana brasileira deve-se, sobretudo, à negligência de agentes sociais na promoção de medidas públicas contrárias a esse enigma social. Para John Locke, a confiança na qual os cidadãos devem depositar no Poder Público – a fim da proteção de seus direitos naturais – é um pilar indispensável para a legitimação de um espaço mais seguro. Contudo, a maior parcela do território brasileiro lida com entraves cotidianos, como furtos e conflitos em estradas, que fazem oposição à tese lockeana. Com isso, entende-se que enquanto o Estado for ineficaz em medidas preventivas à violência, a ideia de um país pacífico não será realidade.

Ademais, a permanência desse atrito social construiu, nos últimos anos, movimentos de repulsão em grande escala. Nesse sentido, a geografia explica como ‘‘Êxodo urbano’’ o grande quantitativo de conterrâneos que, na atualidade, afastam-se de centros metropolitanos, sobretudo, a partir do mau desenvolvimento de vida adequado. Por isso, evidencia-se que a violência, além de possuir a capacidade de impedir a construção de um meio social seguro, contribui para a dispersão de cidadãos das cidades. Dessa forma, a instauração do caos da violência compromete o fortalecimento da cultura local e, assim, atenua um princípio crucial a qualquer sociedade: a sensação de pertencimento.                  Impende, pois, a adoção de medidas, por parte de agentes interventores, que criem e aprimorem medidas contrárias à grande incidência da violência urbana no Brasil. Logo, compete ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) intensificar programas capacitadores de agentes de autoridade, como o aumento na adoção de delegacias especializadas em crimes urbanos, com intuito de firmar ramos preventivos mais específicos. Por sua vez, a função apelativa da mídia poderia transmitir aos cidadãos, por meio de exposições televisivas, os benefícios sociais de continuar nas cidades, para que não haja desfuncionalidades econômicas nos setores produtivos. Por conseguinte, seria visível a cuja sentimento de pertencimento seria um pilar enfatizado e, assim, o legado deixado pela Liga das Nações deixaria de ser apenas teoria.