Violência urbana no Brasil

Enviada em 27/09/2019

No segundo semestre de 2019, no estado do Rio de Janeiro, a menina Ágatha Félix, de 8 anos, indo para casa com sua mãe, foi morta morta por um tiro de um Policial Militar. Nesse contexto, esse acontecimento ignóbil, mostra a realidade da violência urbana brasileira, fruto da negligência estatal e da disparidade social. Assim, hão de ser analisados tais fatores, a fim de que se possa liquidá-los de maneira eficaz.

A priori, é importante ressaltar que a máquina pública brasileira se mostra inerte no tocante ao impasse em questão. Sob esse viés, ao analisar a Carta Magna, em seu Art. 5º, o qual garante aos brasileiros o direito à vida, à liberdade e à segurança, é evidente que tal lei só está sendo aplicada apenas na teoria e não na prática ao observar que não é tida a punição aos agressores, pelo Poder Legislativo, acarretando o aumento nos casos de violência, assim como o da garota Ágatha.

A posteriori, é fulcral pontuar, ainda, que a desigualdade social é um precursor que alimenta os índices de  agressão nas urbes. Diante disso, nota-se que a população da camada financeira mais baixa ficam mais propensas a entrar no mundo do crime devido à vulnerabilidade no âmbito familiar, bem como à exclusão social visto, por exemplo, no mercado de trabalho. Esse panorama, extremamente caótico, apresenta características semelhantes ao pensamento do filósofo John Locke em sua teoria sobre a “Tábula Rasa”, a qual o indivíduo é comparado com uma folha em branca, ou seja, a índole da pessoa é moldada de acordo com a situação que está inserida.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater a violência nas cidades presente na nação verde-amarela. Logo, cabe ao Poder Legislativo, na figura do Senado Federal, vigorizar a flexibilidade da lei supracitada, por meio de uma emenda, com a finalidade de garantir a queda do índice de violências nas áreas brasileiras, bem como garantir a punição necessária aos agressores. Ademais, o Ministério da Educação e Cultura deve lançar bolsas de estudos para crianças, de classes baixas, com o intuito de garantir a quebra na desigualdade social. Somente assim, será possível, por fim, que casos como o da criança mencionada não ocorram mais no país.