Violência urbana no Brasil

Enviada em 01/10/2019

Sob o viés do grego Pitágoras, eduque as crianças e não será necessário castigar os homens. Diante disso, com um eficaz tratamento educacional, a população de uma nação será bem instruída e não recorrerá aos atos criminosos para obtenção de bem ou prazer. Entretanto, mesmo com a garantia de educação ofertada pelo Estado à toda população, o Brasil possui índices elevadíssimos de violência e alta adesão dos jovens ao mundo do crime, o que demanda ações governamentais significativas para remediar esse problema social.

Primeiramente, é importante destacar o alto número de assassinatos no Brasil. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica  Aplicada (IPEA) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o número de homicídios no Brasil, em 2016, superou a casa dos 60 mil em um ano. Tal fato deduz que o Brasil está em uma escala 30 vezes maior do que toda a Europa. Segundo o filósofo alemão Dahrendorf, a anomia é um problema social em que as normas reguladoras do comportamento das pessoas perderam sua validade. Com isso, é necessário medidas intervencionistas eficazes pelo Estado, para neutralizar essa chaga social que assola o povo brasileiro.

Por conseguinte, há um fator inerente à alta taxa de criminalidade e assassinatos no Brasil. Os jovens nas escolas, em especial as públicas e periféricas, são atraídos pela fácil obtenção de dinheiro no envolvimento com o tráfico de drogas e criminalidade. De acordo com o filósofo alemão Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Logo, há a necessidade do Governo promover políticas efetivas de investimento e reforço na educação brasileira, para persuadir os jovens que o caminho do crime não é digno e compensador. Além disso, segundo o físico alemão Albert Einstein, não é possível manter a paz pela força, mas sim pela concórdia. Dessa forma, apenas investir verbas públicas no combate direto da força de repressão não trará resultados satisfatórios para os cidadãos.

Portanto, para refrear o mal que a violência urbana no Brasil produz, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, campanhas eficazes nas escolas que alertem os estudantes sobre riscos e consequências do envolvimento com a criminalidade, com palestras dadas por especialistas em sociologia e direito, e distribuição de cartilhas educativas, a fim de formar cidadãos conscientes e críticos. Ademais, oferecer acompanhamentos psicológicos adequados para as famílias e estudantes, com o intuito de tratar e remediar os alunos propensos ao ingresso no mundo da criminalidade. Nessa perspectiva, a violência urbana no Brasil será inibida e os cidadãos viverão com mais segurança e dignidade.