Violência urbana no Brasil

Enviada em 01/10/2019

É válido ressaltar que a violência urbana no Brasil é uma das mais altas do mundo, com uma média de 153 mortes violetas por dia, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Isso é reflexo da facilidade ao acesso as armas, ao péssimo sistema carcerário e ao racismo.

Em primeira abordagem tem-se o crime de ódio como propulsor de violência urbana no Brasil. A escravidão no país é marcado pela mão de obra de negros trazidos da África, iniciada  no período colonial e arraigada na sociedade mesmo após sua abolição, no fim do império. Seria lógico pensar, que passado tanto tempo a ideia de superioridade baseada na melatonina corporal seria extinta. Entretanto, não é o cenário atual, tendo em vista que o número de mortes violentas é um retrato da desigualdade racial no país, em que 71,5% das vítimas são negras ou pardas. Assim, é possível ter em vista que o preconceito no Brasil é determinante para a violência urbana.

Além disso, o péssimo sistema carcerário aliado a facilidade no acesso as armas é um fator para a problemática. O Brasil é marcado por situações como o Massacre do Carandiru, que evidenciam o despreparo da sociedade brasileira em lidar com criminosos. As prisões deveriam contribuir para recuperar eles, contudo tornou-se foco de mais violência e criminalidade, que ao serem liberados à sociedade não são reintegrados e, ainda, possuem acesso as armas para cometer o crime. Dessa forma, o Estado não cumpre seu dever de proteger os cidadãos que nada ilegal cometeram.

Entende-se, portanto, que no Brasil a violência urbana possui altos índices, em decorrência da ineficácia do sistema carcerário, da facilidade em obter armamento e do preconceito. Então, é necessário que o Ministério da Cultura com as mídias incluam a “voz” da minoria, em filmes, novelas, teatros, para debater o preconceito. O Supremo Tribunal Federal deve vetar qualquer flexibilização de armas, por configurar-se como inconstitucional, ao facilitar a violência urbana contra os cidadãos. Os jornais precisam documentar as consequências da existência de péssimas prisões, com o objetivo de debater os motivos das super lotações e as vantagens sociais em investir em um sistema carcerário que vise reajustar os criminosos.