Violência urbana no Brasil

Enviada em 02/10/2019

No filme “Capitão América: O Primeiro Vingador”, o jovem Steve Rogers, sempre que presenciava roubos ou desrespeito com as mulheres, tentava ajudar as vítimas em qualquer situação. Todavia, quando o rapaz queria resolver o problema amigavelmente, ocorriam conflitos que o deixavam ferido. De maneira análoga, a violência urbana é semelhante nas cidades brasileiras, visto pelas altas taxas de homicídios. Tal problema está vinculado, sobretudo, ao despreparo educacional dos indivíduos e à desigualdade social. Logo, é necessário acabar com esse empecilho.

A princípio, a violência persiste devido ao descaso educacional. Destarte, pessoas destituídas de conhecimento não conseguem desenvolver a criticidade, assim, tornam-se alienadas às ideologias obsoletas- de que o uso da força resolve atritos. O sociólogo alemão Émile Durkheim explica essa atitude pela ausência de consciência coletiva, ou seja, o indivíduo não tem sabedoria sobre direitos e deveres internalizados para aplicar no dia a dia. Portanto, sempre que não houver consenso das partes em conflitos, existirá, consequentemente, selvageria, assim como ocorreu com Rogers.

Ademais, há o problema que, no Brasil, as desigualdades sociais estão intrinsecamente ligadas ao sistema político do país. Em síntese, por causa das altas taxas de desemprego, muitos procuram, por meio da criminalidade, encontrar uma solução para sobreviver. Tal fato desencadeia diversos tipos de selvagerias e até mesmo homicídios. Dessa forma, como explica o filósofo George Hegel, é preciso de consciência racional para entender a realidade. Porém, o que observa-se é a ausência dessa razão na política e na carência de profissionais que entendam as necessidades da população, deixando, então o povo a mercê das mazelas sociais.

Portanto, é fundamental acabar com a violência. É necessário, primeiramente, na hora do voto, escolher candidatos que estejam compromissados em entender a realidade e mudá-la. Além disso, o Ministério da Educação precisa intensificar, nas escolas e por meio de propagandas, o ensino do s direitos fundamentais da pessoa humana e ao respeito. Assim, a sociedade será mais crítica e, então, o Brasil será visto com o valor de igualdade. Desse modo, resolver os problemas, como Steve, será  o passo para, de fato, o país ser conhecido por ordem e progresso.