Violência urbana no Brasil
Enviada em 02/10/2019
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a violência urbana no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto de razões socioeconômicas e demográficas, quanto raciais. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim de um pleno funcionamento da sociedade.
Primeiramente, faz-se importante pontuar que o grande índice de violência deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que refere à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido a falta de atuação das autoridades e a um intenso processo de êxodo rural ocorrido no final do século XX que ocasionou um inchaço nos centro urbanos, houvera um aumento da segregação urbana, onde pessoas com menor condições financeira foram agrupadas em comunidades sem estruturas básicas. Ocasionando um incremento de indivíduos envolvidas com atos ilícitos. Desse modo é necessário a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar o racismo como promotor do problema. Visto que, segundo o jornal “O Globo” 71,5% das pessoas assassinadas são negras ou pardas. Partindo desse pressuposto, fica evidente o preconceito, mazela herdada dos tempos remotos da escravidão, onde o negro era tirado de seu país natal e trazido para trabalhar em terras tupiniquins para os donos de grandes engenhos. Mesmo após a Lei Áurea que extinguiu a escravidão no Brasil, essas pessoas não tiveram a mínima assistência do estado, continuando a viver as margens da sociedade. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o racismo contribui para a perpetuação desse quadro nocivo.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a violência, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Infraestrutura, será revertido em obras em locais específicos, através da construção de escolas, consequentemente, a população antes estimulada a criminalidade verá uma nova oportunidade de ascensão social. Dessa forma, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da violência urbana, e a coletividade alcançara a Utopia de More.