Violência urbana no Brasil
Enviada em 02/10/2019
Mesmo com a queda de 22% nas taxas de homicídios no país segundo dados do G1, a violência urbana ainda é um problema recorrente no Brasil. O massacre ocorrido em uma escola de Susano na primeira metade de 2019 comprova que mesmo com índices menores, a vida de diversos inocentes ainda está em risco. Diante desse cenário de insegurança, cabe avaliar os fatores que fazem da violência a vilã da democracia.
O policiamento ineficiente faz com que a violência seja arrastada para as periferias das cidades. O caso da menina Agatha, por exemplo, que foi morta na favela do Alemão por uma bala perdida evidencia essa premissa. Segundo Carolina Maria de Jesus, “a favela é como o quarto de despejo da cidade”, ou seja, para evitar que os problemas ocorram nos grandes centros, eles são empurrados às periferias, que abrigam o maior número de homicídios durante todos os anos.
Os diversos tipos de preconceito são outro fator preponderante. A sociedade arcaica na qual o Brasil fora criado atrapalhou o desenvolvimento do respeito pelas diferentes culturas, gêneros e identidades sociais. Sendo assim, com toda essa falta de empatia, agredir uma mulher, por exemplo, por acreditar que ela deve se submeter a todas as vontades do homem faz disso algo “aceitável” na mentalidade de muitos dos cidadãos, aumentando assim os casos de agressões e mortes.
Torna-se claro que a violência urbana é um empecilho para o desenvolvimento do país. Nesse sentido, cabe aos órgãos de segurança pública do Brasil elaborar, por meio da criação de mais quarteis da polícia nos pontos de maior incidência, campanhas de prevenção à violência, com maior interação do policial com a comunidade, visando a o aumento da confiança do civil com o militar, e a disseminação de ideias de respeito e compaixão, para que a violência possa ser exterminada. Somente assim o país fará jus ao lema de sua bandeira e obterá a tão sonhada “Ordem e Progresso”.