Violência urbana no Brasil
Enviada em 20/10/2019
Segundo levantamento disponibilizado pela ONU, o Brasil tinha, em 2018, o nono maior índice de homicídios do mundo. A violência evidenciada por esses dados advem de dois fatores inerentes à estrutura da sociedade brasileira a desigualdade social e a ineficiência política.
Em primeiro lugar, é fundamental destacar que o crime organizado é o principal responsável pela realidade violenta das metrópoles brasileiras. No entanto sua atuação somente se concretiza porque há relativa ausência do Estado nas zonas carentes dessas regiões, onde a juventude praticamente não tem acesso à cultura, à educação e ao lazer. Dessa forma esses jovens são facilmente seduzidos e recrutados por facções criminosas como o Comando Vermelho.
Em segundo lugar, cabe citar o êxito da cidade colombiana de Medellín no combate as suas altas taxas de homicídio na década de 1990. Para isso houve investimentos das três esferas governamentais, ao longo de duas décadas, em inteligencia policial e promoção da cultura, educação e empreendedorismo nos bairros mais carentes e violentos da cidade. É sabido que mesmo não ocorre no Brasil devido à descontinuidade de projetos semelhantes que muitas vezes se reduzem a duração do mandato do gestor.
A violência urbana no Brasil é, portanto, fruto da desigualdade social e da desarticulação política . Dessa forma, é necessária a ação conjunta dos ministérios da Segurança Pública, das Cidades, da Cultura e da Educação, além dos governos estaduais e municipais na execução de um plano nacional de combate ao crime. Esse deve determinar as medidas necessárias para fomentar a inclusão da população de comunidades carentes à cidadania plena, além de investir na modernização e na transparência das forças policiais. Dessa forma municípios como o Rio de Janeiro poderão gozar de resultados semelhantes aos de Medellín.