Violência urbana no Brasil

Enviada em 10/10/2019

Com a criação da Lei Áurea em 1888, a liberdade aos escravos foi promulgada. Entretanto, os direitos humanos primordiais, tais como moradia, educação e saúde, estiveram ausentes na rotina do ex-escravo, levando-o a marginalização ou até mesmo a abrir mão da própria liberdade. Este cenário, corroborou com a desigualdade racial e com o aumento dos índices de violência urbana no Brasil. Além disso, o ambiente no qual o indivíduo está inserido, é uma das principais influências comportamentais nas quais, este, irá se espelhar. A vida nas periferias, por exemplo, estimula crianças e adolescentes a usarem a violência como solução dos problemas ao seu redor.

Primordialmente, a cultura da desigualdade no Brasil, é um dos principais fatores que acarretam no aumento dos índices de violência urbana. A título de exemplo, em 1500 a chegada dos portugueses ao país, deu início a uma relação, na qual brancos detinham poder sobre os negros, os quais eram obrigados a utilizar a violência como forma de resistência a dominação dos estrangeiros. Atualmente, os resquícios desse vínculo são perceptíveis, como a atribuição de violência e criminalidade à imagem dos negros e em consequência da relação posteriormente abolida pela Lei áurea, a favelização e aumento dos casos de violência urbana brasileira ligada a causas de desigualdade racial pela falta de oportunidades iguais a todos.

Ademais, o ambiente no qual o indivíduo está inserido, influencia nas suas escolhas comportamentais. Durante a revolução industrial, os trabalhadores viram-se na necessidade de estarem perto das fábricas e pela dificuldade da migração pendular alojaram-se aos redores do local de trabalho, dando início as periferias. Com o passar do tempo, estas, se tornaram os maiores palcos de tráfico de drogas e conflitos violentos entre cidadãos e policiais. Além da influência de uma resposta para problemas no tráfico, o Brasil falha na contenção dos crimes decorrentes da violência urbana tendo em vista que 80% dos presos voltam a cometer crimes após a liberdade e a grande maioria consegue o direito a libertação antes do tempo no qual deveria cumprir sua pena.

Em vista, é necessário o desenvolvimento de projetos, por parte do Ministério da Educação, como a jovem aprendiz, destinados a possibilitar que indivíduos da periferia encontrem outras possibilidades de se sentirem realizados e crescerem sendo aconselhados da maneira correta. No entanto, a amenização da cultura da desigualdade racial por meio de palestras ministradas em escolas públicas por profissionais negros em parceria com o Governo Municipal, com o objetivo de conscientizar os alunos de que todos merecem as mesmas oportunidades e tratamento. Por fim, o reforço do sistema brasileiro de punição contra o crime é indispensável, para ter-se o controle maior da violência urbana.