Violência urbana no Brasil
Enviada em 14/10/2019
No filme “Coringa” mostra como Gotham é uma cidade violenta, pois Arthur Fleck, que posteriormente se tornará o vilão coringa, sofre agressões físicas por ser um palhaço e um doente mental. Nesse contexto, o filme tem uma verossimilhança com a realidade brasileira, já que 10% das mortes são de cunho violento no país, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Dessa forma, o aumento da violência urbana tem haver com um desequilíbrio na sociedade, seja por causa da desigualdade racial, seja pela econômica.
Mormente, vale destacar que o processo de favelização do século XIX ocorreu após a abolição da escravatura. Sob essa ótica, a desigualdade racial foi acentuada, visto que a população pobre e negra, recém liberta, só poderiam viver afastadas dos centros das cidades e, assim, foi criado o morro da providência, a primeira favela do Rio de Janeiro. Acerca disso, a criminalidade e a violência se concentram nesses ambientes, dado que não há políticas públicas voltadas para esses recintos e, por isso, de todos os que morrem diariamente 71,5% são negros ou pardos, segundo o IPEA. Sendo assim, é imprescindível medidas para contornar esse óbice.
Em segundo lugar, sabe-se que a desigualdade econômica ocorre tanto nas favelas quanto nos centros urbanos. Ademais, o que comprova esse fato é o massacre da Candelária do Rio de Janeiro, em 1993, no qual moradores de rua foram mortos durante a noite, por serem compreendidos como não pertencentes daquele local. Nesse sentido, torna-se evidente que a violência e a intolerância contra as minorias desfavorecidas é uma realidade latente e prejudicial na contemporaneidade. Desse modo, a violência presente no filme “Coringa” pode ser interpretada como um retrato social.
É mister, portanto, que o Estado tome providência para amenizar a violência urbana. Logo, cabe aos Governos Estaduais e Municipais que invistam, por meio de verbas públicas, em escolas integrais que sejam acessíveis a todos e, principalmente, às pessoas das comunidades. Somado a isso, é importante que os colégios tenham professores, alimentos, material didático, uniforme para as crianças mais pobres e uma boa infraestrutura, para que o ensino seja potencializado e mais atrativo para os indivíduos. Por fim, essa proposta tem como objetivo a reparação das desigualdades sociais, a fim de que a criminalidade e a violência diminuam com a atuação da educação.