Violência urbana no Brasil
Enviada em 12/10/2019
A violência urbana é um dos problemas mais generalizados no Brasil. Praticamente todas as grandes capitais do país lidam diariamente com suas consequências, resultando em fatalidades de milhares inocentes e enérgicas operações policiais todos os dias. Essa situação, infelizmente já tão corriqueira, faz com que os cidadãos brasileiros tenham se acostumado com um cenário de constante violência no seu dia a dia, sem muitas perspectivas de solução.
De acordo com o Atlas da Violência de 2018 , produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o número de 62.517 assassinatos cometidos no país em 2016 coloca o Brasil em um patamar 30 vezes maior do que o da Europa. Só na última década, 553 mil brasileiros perderam a vida por morte violenta. Ou seja, um total de 153 mortes por dia.
Paralelo a isso, os homicídios, segundo o Ipea, equivalem à queda de um Boieng 737 lotado diariamente. Representam quase 10% do total das mortes no país e atingem principalmente os homens jovens: 56,5% de óbitos dos brasileiros entre 15 e 19 anos foram mortes violentas. Um dos problemas da violência generalizada é que ela não está localizada apenas nos grandes centros urbanos do país: muitas cidades menores também sofrem com seus efeitos. Cidades interioranas com até 100 mil habitantes vêm apresentando um crescimento preocupante de crimes violentos.
Em suma, faz-se imprescindível a tomada de medidas atenuantes ao entrave abordado. Posto isso, concerne ao Estado, mediante os Ministérios da Educação e Ciência e Tecnologia, a criação de um plano educacional que vise conceder oportunidade para todos os cidadãos, pois há um pensamento lógico na tendência de que aqueles menos favorecidos passem a viver do crime. Tal projeto deve ser instrumentalizado na oferta de empregos para os necessitados que estejam sem moradia. Dessa maneira, o Brasil poderá garantir um país mais seguro e sem violência urbana.