Violência urbana no Brasil

Enviada em 13/10/2019

A atual taxa de homicídios no Brasil é astronomicamente alta quando comparada a a dos países europeus, em 2018 ela foi cerca de 30 vezes maior. O que não é imediatamente evidente nessas estatísticas, contudo, é que uma grande parte dessas mortes se deve ao envolvimento com o crime organizado. Isto é um resultado da própria natureza destas entidades: por existirem em oposição fundamental à lei às autoridades, a violência e a intimidação se tornam as primeiras e melhores soluções para quase todos os seus desafios. Dessa forma, há sempre um risco à segurança daqueles que se envolvam com estes grupos. No entanto, muitos ainda assim decidem adotar esse modo de vida.

Para melhor entendermos as motivações dessas pessoas, primeiro é necessário traçar um perfil de quem elas são. Em sua grande maioria, os membros de organizações criminosas são indivíduos com baixos níveis de realização educacional e que vêm de famílias de baixa renda. São jovens que, após passarem anos em escolas reconhecidamente inadequadas, veem em seu futuro nenhuma alternativa profissional superior ao crime. São pessoas em cujas comunidades de origem os gangsters bem-sucedidos desfrutam de incríveis benefícios socioculturais e materiais.

Tendo em mente esses fatores e circunstâncias, assim como os graves danos que o crime organizado tem causado a saúde e segurança do nosso povo, devemos perguntarmo-nos o que pode ser feito a respeito deste quadro. Nossa melhor estratégia é seguir o exemplo de Portugal que, após passar anos lutando contra o crime organizado e o uso de drogas, descriminalizou todas as drogas. A medida funcionou de forma estonteante e até mesmo aqueles que inicialmente se opuseram à ela agora não desejo revogá-la. Em nosso caso, o governo deve descriminalizar todas as drogas e criar avenidas legais e regulamentadas para produção e venda de drogas. Isso eliminaria a principal fonte de renda das organizações criminosas e aleijaria-as, inviabilizando uma carreira como novo membro de uma delas e em muito reduzindo a riqueza dos membros já estabelecidos. Em conjunção com esta iniciativa, o Estado deve ampliar os programas de aprendizagem profissional para oferecer, à juventude desfavorecida, uma rota praticável a um futuro honesto e seguro.

OBS: Quando esta redação foi escrita a mão, ela chegou ao máximo de 30 linhas.