Violência urbana no Brasil

Enviada em 16/10/2019

Numa sociedade vetusta, o uso da violência como forma de obtenção de poder era uma prática oportuna aos medievais. Nesse viés, diversas problemáticas foram vivenciadas, sobretudo nas cidades. Em virtude da recorrente brutalidade nos centros citadinos, a solução encontrada pela população foi a migração para os feudos, com a proteção de exércitos e muralhas. Persistindo atemporalmente, embora a Constituição Federal delineie à todo indivíduo o direito do bem estar social, a violência urbana é uma chaga hodierna. Logo, entre os fatores que contribuem para solidificar esse quadro destacam-se a letargia estatal nas regiões desfavorecidas, bem como  a inoperância das políticas preventivas.

A priori, é evidente a maior criminalidade em áreas periféricas devido à ineficaz assistência governamental no que tange ao controle e policiamento. De maneira análoga a esse cenário, no filme “Tropa de Elite”, dirigido por José Padilha, é retratado o cotidiano distópico da polícia militar do Rio de Janeiro e a criminalidade enfrentada na cidade. Nesse contexto, a trama enfatiza a violência institucionalizada, vista como comum pela maioria da população, uma vez que as pessoas carentes, diversas vezes, vivem acoadas pelo ambiente hostil e à mercê do cuidado legislativo. Desse modo, denota-se que as concepções estereotipadas e discrepância financeira se apresentam como um empecilho para a concretude do direito à segurança presente na Carta Magna.

Outrossim, a ineficácia das corporações estatais influenciam a persistência dessa problemática, pois a ausência de investimentos preventivos como na educação, moradia e empregos está diretamente ligada com a hostilidade nas cidades uma vez que são atrativos para uma vida digna e sem envolvimento com atividades criminais. Por conseguinte, a música “They Don’t Care About Us” (eles não ligam pra gente), de Michael Jackson, faz diversas críticas sociais acerca do descaso governamental, sobretudo, com a escória da sociedade.Destarte, enquanto o Poder Público não cumprir o dever constitucional de promover a segurança para toda população, a nação verde-amarela será obrigada a conviver com um dos maiores entraves da pós modernidade: a violência urbana.

Portanto, o Ministério da Segurança Pública, como instância máxima nos aspectos administrativos e de manutenção da seguridade social, deve adotar estratégias no tocante à hostilidade citadina a fim de reduzir os índices de criminalidade. Essa ação pode ser feita por meio da ampliação dos unidades policiais, delegacias e prestar uma maior assistência social as regiões carentes mais violentas. Além disso, é cabível investir mais subsídios às áreas educacionais e trabalhistas como medida preventiva. Nessa conjuntura, importantes avanços serão obtidos para edificar o país à verdadeira posição de Estado Democrático de Direito.