Violência urbana no Brasil
Enviada em 17/10/2019
Manchetes informam novos casos de assaltos e métodos de furto. Muros, cercas e câmeras ao redor de residências. Pessoas não querem mais andar sozinhas nas ruas. Estado de alarme ao utilizar o transporte público. População com medo de frequentar espaços públicos. O cenário de insegurança reflete a atual situação de violência urbana no Brasil, que afeta negativamente o cotidiano da população e, por isso, deve ser combatida.
Essa violência urbana tem aumentado consideravelmente nas últimas décadas e é consequência, também, do crescimento urbano desorganizado que se deu no Brasil do século XX. A falta de planejamento urbano gerou profundos problemas sociais para a população, como submoradias em locais hostis, ineficiência de serviços públicos, como fornecimento de energia elétrica, coleta de lixo e de esgoto, serviços de saúde e educação. São problemas que resultam na exclusão social, muito presente no Brasil, e que agravam a situação de miserabilidade, de marginalização e, até, de criminalidade.
Além disso, há a existência de uma certa impunidade e de uma falha na reintegração social de infratores, o que também contribui para agravar a situação. A violência urbana afeta a dinâmica da sociedade, devido não só a perdas materiais, mas também possui consequências psicológicas como traumas, estresses e transtornos. Essa realidade é perceptível e gera insegurança difundida tanto no espaço privado, com o aumento de vigilância em residências, quanto no espaço público, com o esvaziamento de locais como praças e parques.
Portanto, medidas são necessárias para combater e diminuir a violência urbana no Brasil, pois segundo o filósofo Jean Paul Sartre, a violência, seja qual for a forma como se manifesta, é sempre uma derrota. A fim de tornar os espaços públicos mais seguros e de incentivar a população a frequentá-los, as prefeituras, juntamente com as Secretarias de Segurança Pública devem garantir maior policiamento. Além disso, visando diminuir os casos de reincidência, cabe ao Governo, em parceria com Organizações não Governamentais de cunho social, a criação de programas e ações que contribuam com a ressocialização de infratores.