Violência urbana no Brasil
Enviada em 18/10/2019
No filme Uma Noite de Crime (2013), o governo estadunidense cria uma lei permitindo a todos os cidadãos que se “purifiquem”, cometendo todos os crimes que quiserem durante certa noite. Não muito distante da ficção, percebe-se, no Brasil, que a violência urbana também se faz presente - porém, todos os dias - uma vez que é impulsionada pela desigualdade social e pela falha do Estado no seu combate.
A priori, é necessário destacar o aspecto socioeconômico como um importante fator desse problema. Com o êxodo rural, no século XX, houve um inchaço urbano e, a partir disso, direitos como moradia, educação e lazer tornaram-se desiguais. Logo, jovens, principalmente, de classe social baixa, são atraídos pela criminalidade, pois enxergam nela uma brecha para “mudar de vida”.
Em segundo plano, é fundamental analisar o papel da esfera pública. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Entretanto, é notório que o governo brasileiro diverge dessa ideia, já que suas medidas são ineficazes para diminuir as brutalidades que acontecem nas cidades. Como exemplo, as polícias civil e militar mal remuneradas e pouco treinadas, além de os presídios apresentarem condições desumanas.
Fica claro, portanto, que providências precisam ser tomadas para resolver o impasse. Então, juntamente, prefeituras e ONGs devem realizar ações que envolvam educação e cultura. Tal prática pode ser feita aos finais de semana, periodicamente, com a ajuda financeira do governo estadual, a fim de mitigar desigualdades e não perder indivíduos para a criminalidade. Ademais, o Estado deve melhorar seus projetos no combate à violência. Isso pode ser feito por meio de treinamentos inovadores de policiais e obras em agências penitenciárias, com o intuito de ele cumprir seu papel como dizia Hobbes. Dessa forma, espera-se que o Brasil não viva mais dias como certas noites são retratadas no filme.