Violência urbana no Brasil
Enviada em 20/10/2019
Na cidade ficcional “Gotham”, oriunda dos quadrinhos “Batman”, não se percebe o movimento populacional, pois o povo se sente inseguro nessa cidade violenta e repleta de criminosos. Fora da ficção, é possível observar que a diminuição de segurança do cidadão brasileiro se dá pelo aumento das taxas de crimes. Destarte, é preciso apontar a violência doméstica e as discriminações sociais como causadoras da insegurança da comunidade já que estas provocam mais violações das leis.
A priori, é notório que os pais podem estimular um comportamento violento aos filhos, caso sejam muito invasivos ou autoritários. Na perspectiva sociológica, a família atua como agente social primário, ou seja, exerce máxima influência no comportamento do indivíduo, em quaisquer áreas sociais. Nesse sentido, quando os responsáveis optam por serem temidos a serem amados, as crianças se espelham nisso, mas de forma inadequada e incontrolável. Consequentemente, esses jovens enraízam tal comportamento e o apresentam mais tarde, de maneira mais violenta, na forma de crimes.
Além disso, deve-se inferir que a discriminação social, advinda de intolerância, influencia a práticas violentas. Nesse aspecto, fenômenos como a xenofobia, em que o indivíduo não aceita a presença de outra pessoa de origem diferente, utilizam de violência para repudiar os alvos, o que induz a sociedade próxima a fazer o mesmo. De maneira idêntica, houve o caso do sírio Mohamed Ali, que foi violentado ao vender seus doces na rua, sendo acusado, pelo agressor, de danos morais ao país. A partir disso, vê-se necessário erradicar este comportamento, já que aumenta o índice de violência urbana, o que acarreta na insegurança da população.
Portanto, para que o cidadão tenha seu direito à segurança recuperado, medidas precisam ser tomadas. Primeiramente, cabe à escola instruir os alunos formas seguras de denúncia em casos de agressões familiares, sejam estas físicas ou psíquicas, além de fornecer apoio psicológico caso a vítima esteja mentalmente fragilizada. Além das instruções, o instituto de ensino também necessita aderir às aulas discussões semanais sobre temas sociais, como preconceito e intolerância, de modo a explicitar a insegurança e criminalidade como resultado destes fenômenos. Dessa forma, a população brasileira não dependerá de um herói fictício para garantir a harmonia da comunidade.