Violência urbana no Brasil
Enviada em 23/10/2019
A violência no Brasil teve inicio no período colonial, quando os portugueses travaram batalhas territorialistas com os indígenas em busca do seu principal objetivo, expandir a produção da cana-de-açúcar. Sabe-se que a violência urbana é um assunto muito discutido pelo poder público, no entanto, acreditar que são poucos os desafios para acabar com essa problemática é um equívoco.
A falta de inclusão social para a população das periferias esconde um grande abismo a nível de segurança pública, tendo em vista que a principal fonte de criminalidade é oriunda de locais onde não chega a educação, saneamento básico e assistência social. Por outro lado, os presídios superlotados não suportam a demasiada quantidade de presidiários tendo que liberar, em muitos casos, infratores causadores de pequenos delitos; estes que ficarão a mercê de uma sociedade que não é capaz de produzir sua própria seguridade.
Contudo, a quantidade de policiais nas ruas mostra-se insuficiente devido aos elevados índices de assassinatos, aproximadamente 60 mil mortes apenas no ano de 2018, segundo pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), realidade diferente dos países onde o porte de arma é legalizado no qual, os índices de violência e assassinatos são inferiores aos registrados no Brasil, vide Estados Unidos, onde a estimativa chega a aproximadamente 15 mil mortes por ano através de armas de fogo, o que leva a crer que a falta da educação é mais mortal que a própria arma.
Portanto, os elevados índices de violência urbana no Brasil é uma realidade que não pode ser ignorada pelo poder público. Ademais, o Governo mediante seu Ministério de Defesa e Segurança do Cidadão em conjunto com a Governadoria dos Estados, devem criar mais concursos públicos para o aumento do efetivo de policiais nas ruas, principalmente nos bairros de periferia. O governo em consonância com o Ministério da Educação, deve criar programas de educação técnica para jovens de periferias, a fim de garantir um ofício para aqueles que não tem a mesma oportunidade que um jovem de classe média, estimulando a renda e evitando o acesso ao mundo do crime.