Violência urbana no Brasil
Enviada em 23/10/2019
Segundo o escritor irlandês Bernard Shaw, “Ninguém é melhor por ter nascido em determinado país ou família”. No entanto, o que se observa na realidade é o oposto, uma vez que a violência urbana no Brasil apresenta barreiras para concretizar esse pensamento. Desse modo, medidas sociopolíticas devem ser debatidas e compreendidas, haja vista que a educação reflexiva e o cumprimento constitucional são essenciais para contrapor essa problemática.
Nessa circunstância, é importante ressaltar a educação como um propulsor das mudanças sociais. Isso por que ela é responsável por desconstruir padrões que são impostos, naturalizados e, posteriormente, refletidos na violência urbana no Brasil, já que o ensino formal, no Brasil, é deficitário e pouco prepara o cidadão no que tange o senso crítico para lidar com esse problema. Nessa perspectiva, segundo o site O Globo, essa realidade é justificável, já que, por não haver uma grade curricular com disciplinas de caráter reflexivo, ocorre a desigualdade racial no país, em que cerca de 72% dos assassinatos são negros pu pardos. Desse modo, urge a necessidade de desenvolver a conscientização estudantil para que a problemática seja minimizada.
Outrossim, é indubitável que a transgressão à Constituição esteja entre as principais causas do problema. Nessa lógica, o filósofo John Locke afirma que a política deve ser usada para garantir o bem-estar da sociedade. Porém, é notável que o Poder Público não cumpre seu papel enquanto fornecedor dos direitos mínimos, visto que não proporcionam aos cidadãos os devidos serviços efetivamente, como educação, saúde, moradia e emprego. Essa lamentável condição de vulnerabilidade a qual encontram-se é percebida na falta de recursos do Estado para resolver às questões socioeconômicas, demográficas e até culturais de seus entornos. Dessa forma, o Estado desconstrói a visão de regime protetor, causando exclusão e, por conseguinte, a violação de contrato social entre o indivíduo e o Governo.
Convém, portanto, medidas para reverter tal situação. Nesse contexto, cabe ao Estado buscar financiamentos com países amigos para construir mais moradias e criar empregos, pois ao fornecer o básico a sua população, a criminalidade tenderá a diminuir e, por consequência, a violência também. Ademais, é imprescindível que o Poder Público destine maiores investimentos às escolas para promover a formação de estudantes racionais, por meio de emendas, palestras, debates, a respeito do tema, visando o pensamento estudantil a cerca da violência urbana, pois como afirmava Nelson Mandela, " A educação é a arma mais poderosa que alguém pode usar para mudar o mundo". Só então, a igualdade retratada por Bernard Shaw, poderá ser alcançada.