Violência urbana no Brasil
Enviada em 24/10/2019
De acordo com estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), os homicídios já representam quase 10% do total de mortes no país. Logo, percebe-se a ineficiência governamental no combate aos problemas de segurança pública na sociedade brasileira.
As causas da violência são associadas a diversos fatores sócio-econômicos, como a desigualdade e a vulnerabilidade social que atinge a população menos favorecida. Além disso, um Estado com políticas de segurança ineficientes, corrobora para aumentar a sensação de injustiça e impunidade, que é a principal causa da violência.
Segundo a pesquisa do Ipea e do FBSP, 53,9% dos homicídios são de jovens entre os 15 e 29 anos de idade. Consequentemente, esse cenário leva à diminuição da População Economicamente Ativa (PEA) brasileira, o que ocasiona distúrbios econômicos para toda a sociedade. Além disso, a permanência da violência no ambiente urbano afeta diretamente a saúde mental do indivíduo, como exemplo, tem-se a crescente sensação de insegurança da população em geral, conforme mostra pesquisa de 2010 do Instituto Brasileiro Geografia Estatística, onde quase metade (47,2%) dos brasileiros se sentiam inseguros nas cidades onde moravam.
Com isso, a persistência da violência urbana se torna um problema de toda sociedade brasileira. Logo, medidas para o combate e a prevenção à criminalidade devem ser tomadas. A curto prazo, o Ministério da Justiça e Segurança Pública deve destinar maior orçamento para políticas sociais de segurança, como a contratação de novos policiais e guardas municipais. Além disso, o Poder Legislativo deve reduzir as burocracias dos processos penais para maior agilidade e efetividade do Judiciário e, ao Ministério da Economia, cabe investir, a longo prazo, em políticas públicas de inclusão social das classes mais baixas, especialmente na área da educação. Com essas medidas, a violência urbana no Brasil tende a gradativamente diminuir.