Violência urbana no Brasil

Enviada em 28/10/2019

O dia terminou e a violência continua. Todo mundo provocando todo mundo nas ruas. A violência está em todo lugar. Esses trechos pertencem a música dos Titãs, que similarmente retrata a criminalidade vivenciada em muitos centros urbanos. Tal realidade é decorrente da ineficiência governamental na erradicação dos problemas de segurança pública nacional atrelado ao quadro de desigualdades que muitos infratores vivem, gerando assim um quadro de descaso com as políticas públicas vigentes.

Em primeiro lugar, é importante destacar que as causas das crueldades praticadas no ambiente citadino. Segundo o filósofo John Locke, nascemos como uma folha em branco: desprovidos de conhecimentos, e o adquirimos através da experiência fruto das vivências diárias. Nesse sentido, a vulnerabilidade e desigualdade social são responsáveis por inclinar jovens e adultos para o crime, uma vez que, a dura realidade faz com que essas pessoas busquem tanto a aceitação dentro de grupos quanto melhor qualidade de vida através da opressão e agressão. Ademais, a fragmentação familiar, a banalização da violência e a facilidade do acesso a armas tornam esses indivíduos revoltados e sem perspectivas levando a prática de crimes hediondos.

Pode-se, também, apontar as consequências dessa problemática que viola o artigo 5° da Constituição de 1988: assegura o direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.  Entretanto, segundo o Atlas da Violência de 2018, na última década morreram por dia no Brasil 153 vítimas brutais. Ou seja, a negligência à proteção gera insegurança na população ao deslocar nas cidades como também, desenvolve problemas psicológicos agravando ainda mais o cenário da saúde pública bem como ferimentos de todos os níveis - desde estrupo à agressões. Logo, a banalização da criminalidade evidencia o retrocesso de uma nação considerada democrática conforme o artigo citado.

Por conseguinte, é necessário que os trechos fiquem somente na música e deixe de ser uma realidade brasileira. Portanto, para reverter o quadro cabe ao Governo Estadual oferecer aos municípios condições para que aumente o efetivo militar nas áreas de maior incidência criminal, bem como rastreamento de delinquentes que ameaçam a segurança local. Por meio de patrulhamento noturno - horário de grande ocorrência de furtos e violência - com o intuito de tranquilizar a população e amenizar problemas psicológicos e futuras agressões. Além disso, é necessário ao Ministério da Cultura implementar e incentivar medidas socioeducativas - estímulo do esporte e arte - em polos marginalizados a fim de contornar a violência vivida por muitas crianças e jovens visando reduzir o interesse por práticas de crueldade. Assim, a violência aos poucos será erradicada.