Violência urbana no Brasil

Enviada em 29/10/2019

Sandro era apenas uma criança quando ocorreu a chacina da candelária na qual 8 de seus amigos foram brutalmente assassinados. Embora esse tenha sido um crime que marcou o país, nada foi feito para assegurar o direito constitucional a uma vida digna dos sobreviventes. Anos se passaram e Sandro reapareceu nas páginas de jornais. Dessa vez, já adulto, ele deixou a posição de oprimido para assumir a de opressor no sequestro do ônibus 174, no qual ele assassinou uma jovem. Esse caso só mostra como a ausência de medidas preventivas e o descaso com jovens em situação de rua por parte do Estado tem papel significativo no aumento da violência urbana no Brasil.

Em primeiro lugar, deve-se salientar que é dever do Estado, segundo a carta magna do país, garantir a segurança dos indivíduos. Para que isso ocorra, não basta que ele atue na prisão de criminosos, ele deve também agir na prevenção de crimes. Segundo artigo postado no site “O globo’’, mais de 50% das mortes de jovens com entre 15 a 19 anos são decorrentes da violência. Logo, ações visando oferecer oportunidades de emprego e estudo a indivíduos nessa faixa etária poderiam gerar resultados muito positivos em relação à prevenção.

Além disso, a omissão estatal frente aos jovens em situação de rua é outro obstáculo na busca pela diminuição da violência urbana, pois, sem expectativas e condições básica para sobrevivência estes acabam muitas vezes sendo cooptados por criminosos.

Diante do exposto torna-se evidente a necessidade de se tomarem medidas para diminuir a violência urbana. Ao governo federal cabe o trabalho na retirada de jovens das ruas os levando para casas do menor. Além disso, cabe a criação de um site voltado para jovens onde ofertas de estagio e cursos gratuitos serão oferecidos. Essas ofertas virão de empresas parceiras do Estado que receberam um abono em parte de seus impostos. Essa iniciativa visará oferecer melhores condições de vida aos jovens para que esses não acabem no crime.