Violência urbana no Brasil
Enviada em 03/01/2020
A Constituição Cidadã assegura a todos os brasileiros o direito à vida, a segurança e a educação. No entanto, a intensificação da violência urbana compromete a garantia desses direitos. Trata-se, de um problema social que advém do período escravocrata que acentuou a desigualdade social e os números de crimes.
A Lei Áurea aboliu a escravidão, mas não concedeu nenhum direito que protegesse o escravo liberto. Nesse cenário, essas pessoas prestavam serviços por valores irrisórios, o que contribuiu com as construções de barracões precários nos morros. A marginalização desse grupo e a ausência de uma educação eficiente, corroborou com a perpetuação da desigualdade e com o aumento dos índices da criminalidade. O contraste é tão perceptível que existem diversos condomínios de luxo ao lado de grandes aglomerados nas cidades brasileiras.
A população mais pobre não tem acesso a um ensino de qualidade, que proporcione uma qualificação profissional para ter um emprego melhor. A falta de perspectiva na vida e a naturalização da violência nas favelas facilita o ingresso do jovem no crime organizado. O Brasil é considerado um dos países mais violentos do mundo. De acordo, com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, nos anos 2000 a 2015, aproximadamente 700.086 mil pessoas foram assassinadas. Dessas, cerca de 500.000 eram negros ou pardos, o que demonstra a persistência da herança do período escravagista.
Portanto, a única forma de reverter de modo efetivo esse contexto é investir na educação básica que engloba, desde o jardim de infância ao ensino médio. Conforme os ensinamentos do educador Paulo Freire: Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Os países que apostaram no sistema educacional fecharam presídios, como por exemplo, a Suécia.