Violência urbana no Brasil

Enviada em 31/01/2020

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a violência torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pelo crescimento desordenado das cidades, seja pela escassez de segurança pública, o problema permanece silenciosamente, afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

Em primeiro plano, deve-se saber que a violência urbana consiste em um tipo de violação penal, na prática de crimes contra pessoas e patrimônios públicos. Ademais, é preciso explicitar que o fenômeno de Êxodo rural, que ocorreu no fim do século XX, contribuiu para uma maior concentração da população no ambiente urbano. No entanto, a infraestrutura das cidades não acompanhou tal aumento e, por efeito, não produziu progressos suficientes que garantissem o acesso de todos a empregos, saúde e educação. Isso demonstra uma forte desigualdade social como impulsionadora da violência nos centros urbanos.

Vale analisar ainda que a tentativa de policiais em proteger determinados locais acaba se tornando mais maléfico do que benéfico. A exemplo, houve a Intervenção Federal realizada no Rio de Janeiro a partir de fevereiro de 2018, em que as Forças Armadas invadiram comunidades com o intuito de combater o tráfico e a violência, no entanto, os resultados foram contrários, segundo o Jornal Globo, o número de mortos em tiroteios aumento mais de 30%. Logo, torna-se visível que o foco do problema não está sendo combatido, em contrapartida, o número de assassinatos, principalmente da população negra, só vem aumentando. Dessa forma, medidas são necessárias para alterar esse entrave.

Portanto, é preciso ser realizada ações capazes de mitigar essa problemática. Com isso, urge ao Estado realizar programas sociais que energicamente invistam em levar postos de trabalho, instituições de saúde, segurança e educação de qualidade às periferias, por meio de maior destinação de verbas para esse fim e dura fiscalização da aplicação desses investimentos. Cabe também á sociedade se sensibilizar e fazer campanhas ao redor de seus bairros, levando informações úteis para aquelas pessoas que não possuem meio para se atentarem a determinadas notícias, com isso, a violência cairia gradativamente. Somente assim, notar-se-á que esses seriam alguns dos projetos para diminuir ou até mesmo acabar com esse problema que vem á tona nos dias atuais.