Violência urbana no Brasil

Enviada em 08/03/2020

No filme “Coringa” (2019), Arthur Fleck é um palhaço  mal-sucedido que se tornaria o futuro arqui-inimigo de Batman. Em Gotham, cidade corrupta e elitista que impede a prosperidade econômica dos desfavorecidos, Fleck é ridicularizado, rejeitado e violentado em cenas que retratam a origem de sua violência vingativa. Fora das telas do cinema, é sabido que a realidade do protagonista não difere-se da de vários brasileiros que vivem em mazelas sociais. Essas, muitas vezes, levam a agressividade que quando associada a ineficiência da segurança pública resulta em alto índice de violência urbana.

Em primeiro lugar, é  válido reconhecer que a violência deriva-se das desigualdades sociais. Segundo, a socióloga econômica, Ana Maria Bianchi “quando há riqueza convivendo com miséria, aumenta o sentimento de privação do indivíduo, levando-o à violência”. A partir disso, o Brasil que possui grande desigualdade social também possui altos níveis de violência urbana, que são oprimidas agressivamente gerando um ciclo de violência, como o enfrentado por Fleck no filme. No entanto, compreender que a violência urbana no país é derivada de mazelas sociais não trata-se de desculpar os infratores, e sim, de buscar formas de impedir que o ciclo se inicie. Com medidas, como  acesso a educação e moradia de qualidade à todos, minimizando o sentimento de privação do indivíduo.

Em segundo lugar, é importante destacar que a ineficiência da segurança pública contribui para a elevação da taxa de violência urbana. Sendo assim, é dever do Estado manter o direito a defesa para população, garantido por lei no artigo 144 da Constituição Federal (CF). No entanto, tal direito, por diversas vezes, é violado o que se dá por conta da falta de adequação das forças de defesa proporcionadas pelo Governo. Dessa maneira, a sociedade sofre com o aumento indiscriminado da criminalidade e na ausência do policiamento mesmo, muita vezes, ineficaz o caos é instalado. Por exemplo, o que ocorreu no estado do Espirito Santo (2017), por conta de uma paralisação dos profissionais por melhorias nas condições de trabalho, o lugar foi assolado por uma onda de selvageria.

Com o intuito de amenizar esse problema, é necessário que o Estado tome providências. Dessa forma, urge que o Ministério da Cidadania (MC) em parceria com o Ministério da Educação(MEC) crie, por meio de verbas governamentais, o programa “se joga na arte da educação”. Ele, disponibilizará em escolas públicas aulas regulares de alta qualidade no período matutino. E associadas a prática de artes e esportes à escolha de cada aluno, no período vespertino. Dessa maneira, os alunos com melhores médias e alto rendimento na prática escolhida receberiam uma bonificação mensal de 948 reais e, assim, será evitado o ciclo de violência urbana demonstrado no filme “Coringa” e vivido por milhares de  crianças e jovens, a criminalidade também reduzirá e o direito a segurança será preservado.