Violência urbana no Brasil
Enviada em 15/02/2020
A violência pode ser entendida como a manifestação do conflito de interesses, vontades e exercício de poder entre indivíduos de realidades assimétricas. Por conseguinte, observa-se no Brasil um aumento generalizado da violência urbana decorrentes de uma atuação precária e inerte do Estado de garantir segurança à sociedade.
As causas do aumento da violência são complexas e envolvem questões socieconômicas, demográficas, culturais e políticas. Consequentemente, a violência tem afetado a sociedade de forma desigual, gerando riscos diferenciados em função de gênero, raça, influência política e espaço social. Soma-se a isso a conexão interna entre as diversas cidades do país com as redes internacionais de tráfico de drogas. Segundo o Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), o Brasil é o 2° maior consumidor mundial de cocaína e derivados do mundo, fato que contribui para o aumento da violência.
Esse problema social gera desafios ao Estado, que não tem conseguido controlar os fatores geradores da violência. De fato, o Brasil está muito atrasado em relação aos países desenvolvidos onde os índices criminais são bem mais baixos. Isso decorre do rigoroso combate ao crime organizado e a eficiente distribuição de renda como acontece em países como Nova Zelândia e Canadá, de acordo com o estudo da Global Peace Index de 2015 que lista os países mais pacíficos do mundo.
Os desafios, portanto, para o combate à violência no país têm dimensões macroestruturais a médio e a longo prazo. Trata-se da reformulação de um sistema que tem sido ineficiente na distribuição de bens e serviços, consequência do corrupção ao qual o Estado está submetido. Para isso, a sociedade civil deve fazer uso dos direitos conquistados nas últimas décadas e participar ativamente do processo de planejamento do Governo.