Violência urbana no Brasil

Enviada em 23/02/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Entretanto, quando se observa a violência urbana no Brasil, verifica-se que a realidade é o oposto do que o autor prega, seja pela falta de perspectiva de uma parcela da população , seja pela falha governamental.

Convém ressaltar, a princípio, a forte influência da mídia na sociedade atual, um grande exemplo, é o herói mítico inglês, Robin Hood, que roubava dos ricos para oferecer aos pobres. Analogamente, a ausência de perspectiva e a vulnerabilidade social têm levado uma parcela da população enxergar a criminalidade como uma opção de vida. Em virtude dessas infrações, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), nas últimas décadas foram mortos de forma violenta 553 mil brasileiros.

Por Conseguinte, com o aumento desenfreado da violência o sistema  penitenciário não está preparado para receber  um número alto de criminosos. De acordo, com a obra “Vigiar e Punir”, de Foucault, a prisão ocidental não é uma forma humanista de cumprir pena. Dessa forma, observa-se que com o sistema carcerário se encontra em estado deplorável e com superlotação, impossibilitando a recuperação do indivíduo   e contribui para que se torne ainda mais agressivo.

É fundamental, portanto, que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Dessarte, com o intuito de mitigar a falta de perspectiva e a negligência do Governo, necessita-se urgentemente, que o Ministério da Educação (MEC), por meio de verbas governamentais, invista em medidas socioeducativas a população, a fim de inseri-las em um curso técnico profissionalizantes, e em projetos sociais  de combate a desigualdade. Além disso, é necessário que o Estado tenha mais investimento estatal em penas alternativas para crimes de menor gravidade; como por exemplo, a prestação de serviços comunitários; e investimentos na construção de mais presídios, para atender de forma mais humana os detentos. Somente assim, a “Utopia” de More será alcançada.