Violência urbana no Brasil

Enviada em 25/03/2020

No ano de 2016, o Brasil pela primeira vez em sua história registrou mais de 60 mil casos de violência urbana no ano. Isso é extremamente preocupante já que esse número deixa o Brasil num patamar de violência 30 vezes maior que a Europa.

Segundo o Instituto de pesquisa econômica aplicada (Ipea) os homicídios equivalem a queda de um Boeing 737 lotado, cerca de 150 a 180 mortes diariamente. Quase 10% dos casos no país são por homicídios e atingem geralmente homens, negros e moradores da periferia entre 15 e 19 anos. Segundo a pesquisa, 71,5% dos casos de mortes violentas são com pessoas negras e pardas, o que mostra a grande desigualdade racial no país. As causas do aumento da violência envolvem questões socioeconômicas, demográficas, culturais e políticas. A pobreza e a desigualdade social são comumente apontadas como fatores que estimulam a criminalidade e, consequentemente, a violência. Muitas vezes, jovens que vivem em comunidades carentes são aliciados por traficantes e veem no crime uma opção de vida. O Estado além de falhar nos fatores preventivos como: educação, moradia e emprego; falha na repressão ao crime organizado. As polícias civil e militar em todo o país são mal remuneradas, além de conhecidas pela corrupção e truculência. A violência policial no país é constantemente alvo de denúncias por entidades como a Anistia Internacional, em casos emblemáticos como o massacre do Carandiru (1992) e da candelária e do Vigário Geral (1993). O impacto das armas de fogo também chega a níveis elevados no país, que tem medições sobre mortes causadas por disparos desde 1980. A proporção de homicídios causados por armas de fogo, naquela época, girava na casa dos 40%. Desde 2003 o número se mantém em 71,6%

Portanto, muitos acreditam que o número de criminalidade influencia muito nos homicídios já que no Brasil hoje é comum ver pessoas que foram assaltadas, estupradas, sequestradas, etc. Acredita-se que uma maneira de acabar com esse número é melhorar as condições de vida dos mais jovens com propostas de trabalho, melhor educação e qualidade de vida.