Violência urbana no Brasil
Enviada em 21/03/2020
A urbanização brasileira ocorreu de maneira assimétrica, provocando uma intensa desigualdade socioespacial, em que determinadas populações vivem à margem da sociedade. Sob esse viés, a convivência entre diferentes grupos sociais nas cidades tem consequências alarmantes, sendo estas, mediadas por fatores econômicos e governamentais. Com efeito, é nítido que a violência urbana no Brasil é fruto da negligência do Poder Público e de fatores socioeconômicos, o que torna mister expor e viabilizar medidas para aplacar esse quadro caótico.
Em primeiro plano, é imperativo pontuar que a presença do Estado em regiões periféricas se faz pouco eficaz em metodologias práticas. Consequentemente, há uma tentativa do Governo em combater levantes criminosos e violentos, porém, os métodos utilizados são mais prejudiciais do que benéficos. Como exemplo disso, houve a Intervenção Federal realizada no Rio de Janeiro a partir de fevereiro de 2018, em que as Forças Armadas invadiram comunidades com o intuito de romper com o tráfico e a violência, no entanto, os resultados foram contrários, uma vez que os homicídios e assaltos continuaram altos em bairros menos favorecidos, segundo dados do Jornal “O Globo”. Logo,torna-se evidente a importância de medidas de inclusão, por parte do Poder Público, em locais menos favorecidos, a fim de uma segurança pública mais promissora no espaço urbano.
Outrossim, é lícito postular que raízes socioculturais, vindas do processo de formação do país, agravam a problemática da violência urbana. Um exemplo disso se deu pelo fenômeno denominado “gentrificação” no Brasil em meados do século XX, em que populações periféricas foram afastadas obrigatoriamente de suas áreas e migraram para locais suburbanos, formando as “favelas” ou “comunidades”. Assim, é nítido que tais bairros, hoje, constituem um foco de criminalidade que amedrontam as cidades como um todo.
Em síntese, urge que ações sejam concretizadas para aplacar essa conjuntura. Portanto, é necessário que o Governo Federal elabore programas sociais mais amplos e inclusivos, por meio de investimentos públicos massivos, que implementem postos de trabalho, instituições de saúde, segurança e educação de qualidade às periferias, a fim de combater a criminalidade nessas áreas e reduzir as disparidades socioeconômicas. Além disso, Organizações Não Governamentais (ONGs), a partir da mídia, devem auxiliar no processo de investigação e fiscalização de atos criminosos nas cidades e denunciá-los para as delegacias, visando auxiliar o Poder Público no processo de registro criminalista. Desse modo, será possível tornar a segurança urbana mais promissora em escala nacional, sobretudo em regiões mais vulneráveis.