Violência urbana no Brasil

Enviada em 27/03/2020

Apesar de plurais, todos os grandes centros urbanos brasileiros tem um mal em  comum: a violência. Destarte, por ser um problema nacional, requer uma análise sobre seus precursores. Dessa forma, é necessário compreender as dificuldades de reverter tal quadro.

Mormente, é preciso investigar os motivos que levam a violência se concentrar mais intensamente nos centros urbanos. Isso se deve ao fato do processo de urbanização brasileiro ter sido rápido e desorganizado; causando assim, quadros sociais discrepantes que são fortalecidos devido a negação de direitos básicos à população de baixa renda. Nesse contexto, se aplica a afirmação de Gandhi: “a pobreza é o pior tipo de violência”. Haja vista que a população marginalizada vive sem oportunidades nos grandes centros, ela tende a repercutir o discurso de violência a qual foi exposta.

Em segundo plano, cabe salientar que a violência nos centros urbanos se mostra de forma variada. Contudo, em todas elas é possível observar e aplicar o conceito de Modernidade Líquida de Bauman, tendo em vista que tal conceito explica a queda das atitudes éticas pela fluidez dos valores. Nesse sentido, um individuo marginalizado socialmente tem, diariamente, seus valores corrompidos e oprimidos, buscando na violência uma forma de se impor socialmente. Sendo assim, é necessário garantir forma de construção de conceitos éticos sólidos.

Mediante ao exposto, é notório a necessidade de ações que visem remediar tal situação. É de responsabilidade governamental promover políticas públicas, tais como redução de impostos e subsídio alimentar, voltadas à população pobre e marginalizada com o objetivo de amenizar as diferenças socioeconômicas, rompendo o ciclo da violência. Também é importante ações em escolas públicas e privadas, que ensinem e disseminem conceitos éticos e sua importância no meio social, a fim de enraizar tais valores e ratificando que a violência nunca é o melhor caminho.