Violência urbana no Brasil

Enviada em 31/03/2020

O Contrato Social de John Locke afirma que é dever do Estado garantir os direitos dos cidadãos acima dos interesses individuais. Entretanto, o que se observa na realidade contemporânea é a falta de comprometimento do Estado em combater os problemas de segurança pública, assim como alternativas eficientes que diminuam as desigualdades sociais, pois, só com isso a violência urbana no Brasil poderá ser minimizada.

A priori, é importante destacar a desigualdade social como um dos fatores que mais influenciam a violência urbana, visto que, infelizmente, nem todos possuem as mesmas oportunidades. Tal fato contribui para que jovens menos favorecidos se aliem ao mundo do crime em busca de melhores condições de vida, fazendo do roubo e homicídio seu modo de viver. Todavia, segundo Jean-Paul Sartre, “a violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota”. Portanto, é imprescindível a atuação do Estado para solucionar essa problemática.

A posteriori, a ineficiência do Estado viabiliza a crescente violência nas cidades brasileiras, causando insegurança na população e mortes. De acordo com o Atlas da Violência de 2018, 553 mil pessoas perderam a vida por morte violenta, um total de 153 homicídios por dia. Tal fato evidencia que apesar de a Constituição de 1988, artigo 144, garantir o direito à segurança pública, isso não é eficientemente contemplado e, portanto, a falta de um Governo comprometido com esse requisito põe em risco milhares de vidas no país.

Destarte, com a observação dos aspectos analisados, é fulcral que o Governo, através de ONG’s - as quais visam o combate à desigualde -, deve investir em políticas públicas de inclusão social das classes mais baixas, especialmente na área da educação. Além disso, deve-se aumentar a circulação de viaturas nas ruas, proporcionando maior segurança aos cidadãos. A partir dessas ações, o Contrato Social será vigorado e a violência urbana, consequentemente, mitigada.