Violência urbana no Brasil
Enviada em 06/04/2020
Em 1948, a Organização das Nações Unidas (ONU), criou a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), numa afirmação de que todos merecem direito à vida, à segurança e a liberdade de ir e vir. Não obstante, no Brasil, não há respeito total a essa declaração, em virtude da violência urbana, a qual é calcada numa construção social vestuta e afeta negativamente a conjuntura socioeconômica nacional. Desse modo, medidas de combate a essa problemática são necessárias.
De início, cabe elucidar que a desigualdade social é a construção da sociedade que mais suscita o problema em questão. Sob essa ótica, as pessoas que mais matam ou morrem no Brasil têm um perfil muito específico: são jovens, negros e moradores de periferias, ou seja, os cidadãos mais afetados pela desigualdade. Prova disso é que, segundo o Mapa da Violência, divulgado pelo Governo Federal, desconsiderando qualquer aspecto socioeconômico na comparação entre um indivíduo branco e um negro, este último tem 23% mais chances de morrer, as quais, por sua vez, aumentam quando se considera a moradia e a idade. Em síntese, é nítido que a exclusão social na garantia de direitos básicos é o principal pilar da violência urbana.
Em função disso, não só impactos comunitários são verificados, mas também efeitos econômicos. Nesse viés, consoante o estudo da Ciência Geográfica, o Brasil passa pelo “bônus demográfico”, isto é, possui muita população economicamente ativa (PEA). Todavia, matando, em cinco anos, mais do que a Guerra da Síria, como afirma o site G1, o país perde grande parte de sua PEA, o que é um grave impasse para a previdência e para o aquecimento da economia, já que, ao passo que as pessoas trabalham, mais impostos são arrecadados. Dessa forma, além de ferir a DUDH, a violência urbana prejudica financeiramente o país.
Portanto, observa-se que a defasagem social traz entraves para a segurança e para a economia do Brasil. Por conseguinte, é imperioso que o Ministério da Educação e o Ministério da Infraestrutura atuem na promoção de políticas públicas que favoreçam a equidade coletiva, por meio do aumento do número de escolas em tempo integral e da melhoria das estruturas nas regiões em vulnerabilidade social, assegurando direitos educacionais e sanitários, respectivamente, a fim de oferecer a devida atenção igualitária aos cidadãos e mitigar a ascensão do crime. Assim, a DUDH será efetiva no território brasileiro e os sintomas socioeconômicos serão evitados.