Violência urbana no Brasil

Enviada em 19/04/2020

Assaltos, agressões, assassinatos. Diversas são as manifestações da violência urbana no Brasil. O número de homicídios, por exemplo, segundo o Atlas da violência de 2018, ultrapassou sessenta mil no ano de 2016. Esse alto índice deve-se, principalmente, a desigualdade e vulnerabilidade social, e afeta em maior número os jovens. Ademais, a forma de punição imposta é um fator que provoca, por reincidência, a perpetuação dessa violência. Visto isso, faz-se necessário encontrar medidas para atenuar esse problema social.

Em primeiro lugar, é fato que a má distribuição de renda e oportunidades são fatores que influenciam no elevado índice de violência nos centros urbanos brasileiros, pois deixa o jovem menos favorecido, com baixa perspectiva de futuro e vulnerável ao ingresso em atividades ilícitas influenciados por pessoas desse meio. Exemplo disso é observado no filme “Efeito Pigmaleão”, disponível na plataforma Netflix, ele retrata a realidade de jovens franceses em uma escola na periferia da cidade de Paris. Os alunos, desfavorecidos socialmente, tendem a menosprezar a escola e sua função de formação social, dessa forma, caminham em direção à marginalização, caso não haja interferência de terceiros. Essa realidade retratada no cinema ocorre em grande parte das cidades brasileiras e é comprovada com o alto índice de evasão escolar.

Somado a isso, um sistema carcerário ineficaz é fator relevante para a manutenção dos índices de violência. Haja vista que, condenados por crimes considerados leves, como furto, são colocados com criminosos que cometeram graves delitos, propiciando a chamada “Escola do crime”. Essa expressão exemplifica o resultado de uma punição ineficaz, que não propicia ao detendo a reabilitação, pois ele retorna a sociedade com a mentalidade de voltar às atividades ilegais.

Deve-se, pois, com o intuito de mitigar essa problemática, implementar mudanças. Cabe às ONGs, por meio das escolas, a expansão de projetos sociais de combate à desigualdade - cursos de profissionalização, oficinas de leitura e práticas esportivas. Esses projetos tem como objetivo incentivar o jovem a buscar conhecimento e interesse em diversas áreas, diminuindo, assim as chances de envolver em atividades ilícitas fora da escola. Em adição, é dever do Governo Estadual o aumento do investimento em penas alternativas para crimes de menor gravidade: prestação de serviços comunitários,regimes semiabertos e ampliação das APACs - Associação de proteção e Assistência aos condenados. Visa-se, assim, por meio dessas medidas a reabilitação dos infratores, inserindo-os na sociedade. Dessa forma acaba-se com a continuidade das “Escolas do crime” e será possível reduzir os índices de violência urbana no Brasil.