Violência urbana no Brasil

Enviada em 23/04/2020

De acordo com os textos da literatura barroca, de Gregório de Matos e Padre Antônio Vieira, é facilmente notável o realce da infame sociedade brasileira, sobretudo à questão da violência nas cidades. A priori, é preocupante que uma representação do século XVII retrate de forma contemporânea o padrão vigente, o qual destaca a imutabilidade da repressão no território nacional e a deleteriedade ao país. É possível afirmar que não só a discrepância social como também a presença de políticas ineficientes contra ações agressivas fomentam o status atual.

Inicialmente, é de fundamental destaque que o sistema econômico capitalista favorece de forma direta o tema proposto, visto que o poder de compra está atrelaçado com a posição individual perante a sociedade. De acordo com Émile Durkheim, os fatos sociais são ações que se sobrepõem ao comportamento humano como, por exemplo, a aquisição de produtos que, todavia, não é imprescindível a uma grande parcela populacional. A partir desse ponto de vista, é de notoriedade a importância da inclusão desta ao mercado nacional, que goze do consumo e atenue a rivalidade entre as castas.

Ademais, as medidas que abrandam a violência urbana está vinculada a uma ação mais repressiva do que profilática, o que influencia ainda mais as práticas de violência urbana. Conforme a filósofa americana Hannah Arendt, em seu conceito de “banalização do mal”, a realização consuetudinária da violência a torna comum e, portanto, resignável. Dessa forma, é indispensável a diligência estatal para com os praticantes do ato ilícito discutido, uma vez que todos os cidadãos são dignos de segurança.

Destarte, é dever do Estado, em consonância com ONGs de cunho humanitário, fornecer amparo à população carente por meio de subsídio e ampliação dos empregos públicos como, por exemplo, atendentes de grandes filiais, lixeiros, entre outros. Além disso, é dever do poder legislativo desenvolver estratégias ao combate à violência urbana por intermédio  de uma política mais rigorosa ao cumprimento, isso por onerações, mas, ao mesmo tempo, menos agressiva em termos práticos. Espera-se, com tudo isso, uma melhoria da situação que se perdura e, por consequência, um Brasil menos violento.