Violência urbana no Brasil
Enviada em 24/04/2020
No filme Tropa de Elite, retratam o conflito constante entre polícias e bandidos nas favelas do Rio de Janeiro, o cenário de hostilidade é semelhante a realidade brasileira. Nesse sentido, a violência urbana no Brasil é um problema que tem como pilares as grandes desigualdades sociais e a falha do sistema prisional na recuperação dos detentos.
Primeiramente, é importante salientar que pessoas em situação de pobreza abandonam os estudos muito cedo para trabalharem. Segundo relatório realizado em 2019 pelo Departamento Penitenciário, cerca de 53% dos detentos possuem apenas ensino fundamenta completo. Diante disso, esses indivíduos ficam subordinados a subempregos que oferecem baixa remuneração, ao contrário do crime que oferecem oportunidades sedutoras de ascensão econômica, o qual atrai a maioria dos jovens.
Além disso, a maioria dos presídios brasileiros estão em crise devido a superlotação e falha na metodologia de recuperação dos presos. Na Holanda, o sistema penitenciário possuí um educativo, com disponibilidade de cursos de capacitação profissional e atividades de lazer, fator extremamente relevante no combate a violência, visto que, muitos presídios estão sendo desativados devido a sobra de vagas. Ao contrário do sistema brasileiro, o qual possuí um caráter punitivo sem um projeto amplo e efetivo de ressocialização dos presos, os quais saem revoltados e a maioria retornam ao mundo do crime.
Diante do que foi mencionado, é notório que a estruturação social é um fator preponderante na violência urbana. Portanto, o Ministério da Economia, deve equilibrar o sistema tributário, reduzindo os impostos sobre o consumo e compensando nos de patrimônio e renda, para que pessoas paguem os impostos de maneira proporcional ao ganho. Ademais, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, necessitam promover um reforma no sistema prisional, tanto em infraestrutura quanto no método de recuperação do detento, oferecendo oportunidade de conclusão escolar e curso profissionalizantes, introduzindo-os no mercado de trabalho formal.