Violência urbana no Brasil
Enviada em 24/04/2020
A violência urbana é um dos problemas mais recorrentes nas metrópoles brasileiras. Num contexto histórico, pode-se citar o período do êxodo rural no século XX, em que ouve uma grande migração da zona rural para as grandes cidades contribuindo para uma maior concentração da população. No entanto, as cidades não detinham uma infraestrutura que acompanhasse esse crescimento populacional e por consequência não produziu progressos que garantissem o acesso de todos a condições mínimas de habitação. Esta situação pode ser evidenciada pelo grande número de homicídios e a desigualdade social. A violência urbana é um problema que deve ser discutido por toda a sociedade.
Inicialmente, pode-se ressaltar o número de homicídios nas grandes metrópoles, decorrentes de assaltos e agressões que em algumas situações acarretam em óbitos. Segundo o jornal O Globo, em 2018 houve uma Intervenção Federal no estado do Rio de Janeiro na intenção de minimizar os impactos da violência. No entanto, o número de mortos por tiroteio aumentou 37% em regiões periféricas, assim pode-se inferir que esta vêm acompanhada de fatores demográficos e macroeconômicos. Além disso, pode-se citar o caso Evaldo Rosa noticiado pela Rede Globo em 2019, no qual teve seu carro fuzilado e omissão de socorro pelo Exército por engano, além disso, segundo o jornal Folha de São Paulo 60% dos assassinados são negros.
Convém lembrar a desigualdade social, pois as regiões mais afetadas pela violência são constituídas por baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e dificuldade de acesso aos serviços básicos tais como: educação, saúde e saneamento básico. A fim de exemplificar tal situação pode-se citar a realidade das favelas, onde nota-se a grande ocorrência de tiroteios entre facções criminosas e policiais causadas na maioria das vezes pelo tráfico de drogas e armas. Em 2008, o governo do Rio de Janeiro criou a primeira UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) que têm como objetivo combater o crime, porém, segundo o site G1 em 2018, entre as 9 comunidades com mais tiroteios e mortos, 4 têm UPP’ o que mostra que ainda são necessárias ações mais efetivas. Esta situação pode ser evidenciada pelo caso da menina Àgatha que foi morta quando voltava para casa no Complexo do Alemão.
Portanto, deve-se discutir sobre a violência urbana no Brasil. O Estado precisa desenvolver e articular políticas públicas em prol da população que visem a diminuição da violência, para isso é necessário criar meios de maximizar o acesso a educação possibilitando a inserção no mercado de trabalho também pode-se promover debates sobre o assunto afim de conscientizar a população e assim diminuir a violência nestes locais.