Violência urbana no Brasil

Enviada em 01/08/2020

Na visão do filosofo inglês John Locker, cabe ao Estado a proteção a todos os indevidos, bem como a garantia à vida, à propriedade e à liberdade que são direitos inalienáveis. Atualmente, porem, observa-se que a realidade vivida pelas vitimas da violência urbana mostra que tais prerrogativas não veem sendo respeitas. Isso se deve à omissão governamental e desigualdade social vivente na sociedade brasileira, nesse sentido medidas profiláticas devem ser tomadas.

Como primeira constatação, observa-se que a recorrência de casos de violência urbana é fomentada pela incapacidade das esferas públicas em exercerem seu poder simbólico, bem como a garantia dos direitos constitucionais e a prevenção de mazelas presentes no espaço urbano. Esse fato decorre da histórica inabilidade Estatal em promover medidas preventivas, tais quais,  uma melhor infraestrutura social-educacional e o combate ao crime organizado, sendo este presente na maioria das regiões com baixo IDH, o que contribui para a permanência de tal problemática. Nesse sentido, parafraseando Chico Xavier, a omissão de quem pode e não auxilia o povo é comparável a um crime que se pratica contra a comunidade inteira.

Na linha desse raciocínio, em uma pesquisa feita pelo O Globo aponta que os negro e pardos estão como principais vitimas da violência urbana, sendo 71,5% das mortes pertencentes a este grupo, o que reflete a grande desigualdade social vivente. Nesse sentido, fato é decorrente de um passado histórico, o qual teve a perseverança da exclusão de povos e a escravatura, fatores que contribuem para marginalização dessas pessoas e conseguintemente uma maior opressão das mesma.

Conclui-se, portanto, que a falta de atitude do Governo, em paralelo a desigualdade social, são, condições diretas para que os casos de violência urbana ocorram no Brasil. A fim de que haja a imprescindível superação desse panorama, faz-se necessário que o Governo, por meio do Ministério da Educação, implemente uma melhor infraestrutura social-educacional em regiões pouco desenvolvidas, como a criação de centro de lazer e debates, além de melhorias nas redes de ensino públicas. À vista disso, os professores devem criar dinâmicas de grupos nas escolas, envolvendo alunos e a comunidade, retratando situações reais com busca de soluções, permitindo, dessa forma, uma ação eficaz no tratamento da problemática. Agindo assim, o Estado idealizado por Locke será real e a construção de uma sociedade em que a paz seja um valor substancial será uma realidade empírica, não um ideal ou uma utopia.