Violência urbana no Brasil
Enviada em 19/05/2020
Em coadunação com os filósofos contratualistas, o Estado surge para garantir o bem-estar social e os direitos dos cidadãos, como a segurança e a proteção. Porém, a ineficiencia estatal nas suas obrigações, faz com que a população sinta medo pela grande violência presente nas cidades brasileiras. Assim, é imprescindível observar a falta de planejamento e de articulação entre os órgãos, bem como perceber a desigualdade como elemento potencializador.
Na perspectiva Hobbesiana, os homens agem de maneira instintiva, sendo necessário o Estado para promover a harmonia da população. No entanto, o plano federal de segurança é ineficaz, uma vez que se têm policiais com baixa capacidade técnica, com pouca conexão entre órgãos que se comunicam de maneira burocrática e pouco clara para resolução dos casos e com pouco planejamento para investigar os crimes. Desse modo, é lamentável o descaso que não leva a sensação de paz para a sociedade, já que não cumpre com seu objetivo de proteção.
Em torno disso, segundo o atlas de violência do IPEA (Instituto de pesquisa econômica aplicada) homens, negros e jovens são os que mais morrem. Diante disso, a morte de um negro não tem o mesmo peso do que de um branco, reflexo da ausência de uma justiça igualitária para todos os seguimentos sociais. Dessa maneira, de forma deplorável, esse cenário de injustiça acarreta mais casos de agressividade e de violência contra os mais marginalizados que sofrem dessa negligência.
Logo, faz-se necessário que o Poder Executivo melhore a eficiência nas investigações dos crimes, com a criação de métodos para articular órgãos públicos e aumentar os investimentos na preparação dos policiais -visto que esses são responsáveis pela defesa da população- com o fito de planejar e melhorar a segurança pública. Também, é importante que o Estado diminua a condição de desigualdade no tratamento diferencial por raça, de modo a tornar a justiça efetiva para todos, com o objetivo de acabar com o medo das pessoas.