Violência urbana no Brasil
Enviada em 24/05/2020
Todos os dias milhões de brasileiros são expostos ao medo de ter que conviver com a violência urbana. Este problema atinge todas as parcelas sociais, porém, ele se torna muito mais acentuado para as parcelas mais pobres da população. Como produto da desigualdade social, as populações mais pobres acabam sendo marginalizadas e viram alvo de constantes repressões do estado, excluídas de locais de mais prestigio social e impossibilitadas de viver com dignidade em meio a tanta violência.
A marginalização da população pobre no Brasil cria um retrato dos alvos mais atingidos por ela e que, em sua grande maioria, são compostas por homens, negros, jovens e periféricos. As constantes repressões do estado as periferias agrava mais o problema quando os agentes estatais escolhem, na tentativa de combater a violência, seguir este retrato do que seria um criminoso, acaba por levantar também a questão de que a violência além de ter raízes socioeconômicas também tem raízes raciais.
Esta constante repressão segrega a sociedade brasileira entre os que recebem proteção do estado e aqueles que precisam, além de todos as dificuldades diárias impostas pelo sistema e pela desigualdade, sobreviver ao estado e proteger a si mesmas. As classes mais favorecidas, embora menos atingidas pela violência urbana, tomadas pelo medo do contato com os “marginais”, são levadas a se protegerem como podem, os mais ricos contratam seguranças, compram casas em áreas nobres e se blindam cobrando o estado de reprimir cada vez mais o que eles acreditam ser a fonte do problema, as periferias. Já os mais pobres não se protegem e muito menos contam com a proteção de terceiros, são alvos livres da violência urbana, contando apenas com a cautela e com a sorte.
Para solucionar o problema da violência urbana é indispensável solucionar o problema da desigualdade social. Cabe ao estado fornecer educação, oportunidade e segurança. Enquanto que cabe também a toda população a consciência de que a violência é um problema de todos e que deve ser solucionada em conjunto com estado, já que todos somos afetados.