Violência urbana no Brasil
Enviada em 04/06/2020
Na Constituição Federal de 1988, são assegurados aos cidadãos direitos e deveres referentes à segurança pública. Embora seja uma importante conquista por garantir maior qualidade de vida, essa legislação está ameaçada por índices exorbitantes de violência urbana, que prejudicam não só áreas mais afetadas, mas sim toda a economia brasileira. Nesse cenário, a desigualdade social e a lacuna financeira do governo emergem como grandes impulsionadores da problemática.
Em primeiro plano, é importante ressaltar que o crescimento desordenado das cidades acarretou a marginalização dos grupos mais pobres nos bairros periféricos, onde grande parte dos moradores não é contemplada pela segurança pública. Tal fato pode ser explicado pelo fenômeno do êxodo rural, ocorrido no fim do século XX, que contribuiu para uma maior concentração populacional no ambiente urbano, que não foi acompanhada pelo aumento da infraestrutura das cidades. Dessa maneira, esses bairros se tornaram grandes focos de violência, gerando sentimento de insegurança crescente na população.
Nesse mesmo viés, soma-se à falta de investimentos do Estado, que não oferece moradia, educação e empregos suficientes, sendo assim incapaz de fornecer iguais condições de vida para todos. Essa falta de oportunidade gera um pensamento lógico na tendência de que os mais desfavorecidos vejam o crime como única saída. Em decorrência disso, o aumento dos custos em ações paliativas é inevitável, a estas não alcançam a raiz do problema que está na escassa distribuição dos serviços básicos à população.
Diante desse panorama, faz-se necessário intervir no problema. Logo, cabe ao Governo Federal, elaborar programas sociais mais amplos que invistam em levar instituições de saúde, segurança, educação de qualidade e postos de trabalho às periferias, por meio de maior destinação de verbas para esse fim e dura fiscalização na aplicação desses investimentos. Além disso, é importante que haja maior preparação policial, por meio de cursos, juntamente com a valorização dos seus salários e melhorias em sua estrutura, visando combater o crime e assegurar o direito à segurança para todos como é previsto na Constituição.